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Livro com palavrões é adotado por escola e gera polêmica

23 fevereiro 2010 - 17h23

Denúncia feita pela mãe de um aluno questiona a postura do Cnec (Escola Cenecista Oliva Enciso) ao adotar como livro didático, para o 6° ano do Ensino Fundamental, a obra de um adolescente contendo palavras de baixo calão. Segundo ela, outro problema é o teor preconceituoso do material.

De acordo com a mãe, cujo nome é preservado para não expor a criança, o livro intitulado “Dia 4 de Vithor Torres” foi inserido na lista de materiais das crianças com idade média de 10 anos de idade.

“Um livro que a meu ver demonstra caráter racista, preconceituoso, com palavras de baixo calão e de pouco (pra não dizer nenhum) teor educativo/cultural”, pondera a mãe.

Após entrar em contato com a escola e não obter o resultado esperado, ela diz que irá notificar o caso ao MEC (Ministério da Educação). Ela reclama que a linguagem do livro, que em inúmeros trechos utiliza termos como “puta” e “caralho”, não é condizente com um material educativo.

A mãe pede que o livro seja retirado da lista e o dinheiro gasto com ele devolvido aos pais dos alunos.

Ela sugere ainda que a escola escolha autores como Manoel de Barros, se a intenção com a obra é apresentar às crianças textos com autores que estejam ao alcance dos alunos.

Confira alguns trechos do material recomendado pela escola, que marcou reunião para discutir o assunto hoje às 19h.

“Não que eu as conhecesse, mas até o mais idiota dos seres consegue reconhecer uma prostituta. No caso eram duas. Como sabia que eram putas? Muito simples. Uma profissional do sexo se veste apenas de duas formas: extravagantes ou quase sem roupa” – pág.22

“Era ou puta semi-aposentada ou cafetina.” – pág.22

“Não era um bebê e sim dois. Eles gritavam, riam e gemiam em coro. Minha vontade era de pegar os dois e dar uma bela duma bica.” – pág.23

“Para meu desespero, deu atenção para a puta ao seu lado, a mais velha” – pág.23

“Enquanto passavam pelo meu banco, as putas já estavam fora do ônibus” – pág.25

“Que sobrinho aquela biscate tem, tia?” – pág. 27

“Não vou gastar para ligá pra essa biscatinha” – pág. 27

“Cê fala isso de novo que eu te dou uma porrada” – pág. 27

“Para diminuir os efeitos da viagem sobre sua coluna fodida” – pág.31

“Eu, muito preconceituoso e assustado como sou, já o imaginei sacando uma arma logo após se virar e, depois do tiro – na cabeça – de pistola comum e velha, ele diria....”- pág.33

“Tirou a da bunda” – pág. 34

“Fora do ônibus a puta mais velha foi chamar.....Enquanto isso, a puta que vestia um vestido com estampa.....”-pág. 39

“Além das putas, mais alguém desceu” – pág. 39

“Aquela merda de cancela não abria” – pág. 43

“Eu paguei essa porra”-pág. 43

“Ela falou da opção sexual do Kassab (prefeito de São Paulo), disse que ele era gay”-pág. 64

“Apesar de sempre estar drogada. Ela não precisa de pó ou ácido, o que ela curte é oxigênio. Ela inspira e fica doidona.” – pág. 68

“Caraaaaaaaaalho! – Exclamava ao ler a carta” – pág. 83

“Olha só....-Nenê vai se fuder!” – pág. 75

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