Mais de 70 lideranças indígenas da região do conesul do Estado do Mato Grosso do Sul participam da Semana dos Povos Indígenas em Brasília até o dia 19 de abril. Antes de embarcar para a capital federal os indígenas pernoitaram na Funai de Dourados e aproveitaram para falar sobre as reivindicações que vão apresentar às autoridades federais: a ampliação das terras indígenas no Estado .
Anastácio Peralta, liderança Guarani de Dourados disse que neste momento, a falta de terras para a população é o maior fator gerador de problemas como violência, desnutrição, desemprego entre outros. “Nós vamos para Brasília com o desejo e a missão de falar para as autoridades que eles devem cumprir a Declaração dos Povos Indígenas aprovada no ano passado e os Direitos Humanos para as nações aqui do Estado”, disse ele.
Problema nacional
Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, das 850 terras reivindicadas por povos e comunidades indígenas junto à Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão responsável pela condução técnica da demarcação de áreas indígenas, 364 estão com procedimentos demarcatórios concluídos, totalizando 105,7 milhões de hectares que correspondem a cerca de 12% do território brasileiro.
Outras 49 áreas foram homologadas, mas aguardam registro, 52 foram declaradas indígenas, mas dependem de demarcação, 126 estão na programação da Funai para serem identificadas no futuro e 222 não tem previsão de providências.
O líder indígena Amilton Lopes da Reserva Indígena de Antônio João, quer mudanças no processo de demarcações. Segundo ele as reservas que existem foram padronizadas a mais de 65 anos. “As Reservas eram todas do mesmo tamanho desde 1942, as três maiores que temos no Estado, com mais de 9 mil hectares foram conquistadas nos últimos anos, porque as outras não são maiores que 5 hectares”, disse ele.
As lideranças que estão indo para Brasília são dos municípios de Antônio João, Bela Vista, Ponta Porã, Dourados, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Maracajú, Naviraí, Japorã, Sete Quedas, Tacurú, Amambaí, Coronel Sapucaia, Juti e Caarapó. Eles representam mais de 30 mil pessoas das etnias Guarani/Kaiowá, das quais 12 mil vivem somente nos 3,5 mil hectares das terras indígenas de Dourados.
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