sexta, 17 de abril de 2026
Dourados
29ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
ECONOMIA

Levy rebate alegações de que há ilegalidade nas contas fiscais de 2015

23 junho 2015 - 18h00

Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, rebateram hoje (23) as alegações de que a equipe econômica tenha cometido ilegalidade nas contas fiscais em 2015. Segundo os dois, o governo está esperando uma definição do Tribunal de Contas da União (TCU) para avaliar se prosseguirá com a prática.

O Tesouro Nacional atrasou o pagamento a bancos públicos e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de benefícios sociais e de subsídios a financiamentos e a ações governamentais. As instituições financeiras e o FGTS custeiam as ações com recursos próprios, mas recebem o pagamento do Tesouro meses ou anos depois.

Ontem (22), o jornal Folha de S.Paulo publicou que a prática continua em 2015 e que a dívida do Tesouro com os bancos oficiais chega a R$ 20 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. Para Levy e Saintive, existe indefinição se a prática é legal.

“Estamos aguardando uma definição do TCU. Não há definição completa e exaustiva sobre o assunto. Essas operações são regidas por uma portaria de 2012 [do TCU] que continua em vigor e permite que certas despesas sejam pagas anos depois. Seria precipitado fazer um movimento unilateral enquanto não houver clareza da situação”, disse Levy.

O secretário do Tesouro informou que o órgão aguarda a decisão do TCU para estabelecer um cronograma de pagamento das dívidas. “Estamos aguardando o pronunciamento [do TCU] para fazer a programação financeira do passivo. Por enquanto, estamos seguindo a portaria. Brevemente, isso deve se esclarecer de forma consolidada e definiremos as medidas cabíveis”, rebateu.

A prática pode fazer o TCU recomendar a rejeição das contas da presidenta Dilma Rousseff de 2014. De acordo com o relator do caso, ministro Augusto Nardes, a prática configura um empréstimo de bancos oficiais para custear gastos correntes, procedimento proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Por causa do atraso, o Tesouro deve R$ 40 bilhões à Caixa Econômica Federal, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e ao FGTS referentes a operações do tipo em 2013 e 2014.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Prefeitura divulga lista de famílias pré-selecionadas para o "Minha Casa, Minha Vida"
DOURADOS

Prefeitura divulga lista de famílias pré-selecionadas para o "Minha Casa, Minha Vida"

Mulheres que participaram de 'tribunal do crime' pegam, juntas, quase 80 anos de prisão
TRÊS LAGOAS

Mulheres que participaram de 'tribunal do crime' pegam, juntas, quase 80 anos de prisão

Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação
BRASIL

Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação

Egressas de Biomedicina da Unigran conquistam aprovação em programas de mestrado
DOURADOS

Egressas de Biomedicina da Unigran conquistam aprovação em programas de mestrado

Brasil e Espanha se unem por igualdade de gênero e fim da misoginia
INTERNACIONAL

Brasil e Espanha se unem por igualdade de gênero e fim da misoginia

ÁGUA CLARA

Homem ameaça matar ex, invade fazenda e é preso com espingarda

TRAMITAÇÃO

Projeto aprovado em comissão veta acesso de agressores de mulheres a academias

TURISMO

Com 227 agências habilitadas, chamamento para receber turistas chineses se encerra hoje

AGRONEGÓCIO

Brasil amplia acesso ao mercado vietnamita para miúdos bovinos

POLÍTICA

Pena máxima para estupro seguido de morte pode subir de 30 para 40 anos

Mais Lidas

ELDORADO

Vítima de feminicídio é desenterrada e corpo apresenta sinais de necrofilia

VILA SÃO BRAZ

Colisão entre motos termina com dois jovens mortos em Dourados

CLIMA

Inmet emite alerta de tempestade com risco de granizo e ventos intensos para Dourados

CIDADÃO

Calendário de licenciamento é alterado em MS; veja como fica