Para qualquer candidato o ideal seria que todos os seus parentes fossem cidadão probos e de postura extremamente ética, não dando margem à qualquer comentário ou exercício de imaginação na comunidade. Mas infelizmente não é assim em qualquer lugar do planeta. E o mais interessante é que durante a campanha, principalmente se o candidato é favorito, o parentesco aflora com intensidade impressionante. No interior ouve-se muito frases como essa: “Será que esse o fulano ganhar a eleição, vamos ter que agüentar aquele bando de parentes espertos na prefeitura”?
Qualquer candidato fica de saia justa com esse problema, porque o envolvimento na campanha não fica restrito apenas a sua família propriamente dita. Irmãos, tios, primos, sobrinhos e até cunhados (logo eles!) acabam envolvidos de alguma forma. E é clássico o argumento: “voto não se dispensa”. Quanto aos apoios, é preciso analisar bem se eles ajudam ou atrapalham aos olhos da opinião pública.
Cabe ao candidato, com sutileza compatível caso a caso, determinar o afastamento de determinado parente do núcleo da campanha. Em alguns casos, o pedido de fim das manifestações públicas do parente acaba resolvendo ou evitando problemas maiores. Como eu disse: é preciso cuidado para que ele não se ofenda e não “vire a casaca” e se torne um instrumento nas mãos de adversários. Quem já participou de campanha eleitoral sabe como são complexos esses problemas. Parentes são “sensíveis demais”, se sentem “injustiçados” por qualquer coisa e acham que merecem tratamento especial do candidato. Qualquer incidente acaba ganhando uma versão pública espetacular, com dimensão bem maior que o fato ocorrido.
Se o candidato deve focar sua atenção nos adversários, não pode perder tempo em apagar incêndios internos a ponto de levar desvantagem no decorrer da campanha. Deve prevalecer a velha máxima: se não ajudam, que pelo menos não atrapalhem e estará de bom tamanho.
Mas que os candidatos não se iludam que irão ficar livres da parentalha em caso de vitória. Só alguns casos famosos para refrescar a memória: o irmão do ex-presidente Carter que lhe trazia problemas quando bebia demais, o mano do Sarney que gostava de aparecer, o irmão de Lula que tentou levar vantagem com trafico de influência e a Neuzinha que tanta dor de cabeça deu ao Brizola no Rio de Janeiro. Quanto aos exemplos domésticos, é conveniente ignorá-los.
Manoel Afonso
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