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Leia 'Eleição: Prestígio se transfere?' de Manoel Afonso

09 abril 2008 - 07h07

                                                                        “Uma coisa é uma coisa...outra coisa é outra coisa”
 


 

Trata-se de uma questão de âmbito universal, comum a todos os homens que vivem no regime democrático. Se há alguém no poder, presume-se que haverá uma futura eleição e discute-se a influência do governante na vitória do seu candidato preferido.
Se não bastasse estarmos vivendo num ano de eleições municipais, o tema ganhou dimensão maiúscula devido as constantes provocações verbais do presidente Lula prometendo que seu candidato sairá vitorioso no pleito ainda distante de 2.010. Como lembra o ditado popular: “até lá muita água ainda vai correr debaixo da ponte”.  À exemplo de Lula, muitos prefeitos de notória popularidade ancorada no bom desempenho administrativo, imaginam que poderão eleger  facilmente o sucessor graças ao seu dedo mágico e ponto final.
Mas não é bem assim! Por todo o Brasil  são comuns exemplos de prefeitos e governadores aprovados por maioria esmagadora da população, mas que não obtiveram sucesso na tentativa de eleger o sucessor. O mesmo eleitor que aprova o seu desempenho administrativo pode reprovar o perfil do candidato escolhido e os critérios que determinaram sua escolha.  É a sabedoria popular fruto da percepção natural que diz: “uma coisa é uma coisa – outra coisa é outra coisa”.
Está mais que provado: o êxito da transferência de prestígio não depende exclusivamente do brilho do titular do mandato. Está sujeito a vários fatores, como o retrato atualizado do quadro político, o perfil do candidato que recebe o apoio e do potencial de seus adversários. O eleitor compara as qualidades do “padrinho” e do “candidato afilhado” e depois traça um paralelo entre o potencial desse último com os outros postulantes.  É uma comparação que ocorre naturalmente ao longo da campanha eleitoral.
O eleitor de hoje recebe diariamente uma carga muito grande de informações, principalmente através de televisão. Por analogia começa a enxergar aspectos novos na política, ao contrário de antigamente, quando as oligarquias impunham candidatos escolhidos ao sabor dos interesses dos coronéis. O candidato escolhido pelo detentor do mandato, tem que ter qualidades próprias, pois do contrário, será como a terra ruim que não consegue germinar a boa semente.
Finalmente pode-se dizer que os conceitos de avaliação do eleitor mudaram nos últimos tempos. Ninguém tem mais tanto prestígio a ponto de pretender eleger um poste, mas é inegável que o uso da chamada máquina oficial (governo) pode ser decisivo dependendo  do quadro eleitoral.  Quanto à Lula, seria o caso de perguntar: “será mesmo que ele tem interesse de eleger seu sucessor”? Ele não é bobo. Sabe que há o risco da criação engolir o criador.

 


 

              Manoel Afonso
 

Comentarista da TV. Record-MS
 

          
mcritica@terra.com.br
 

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