Um lanche feito de pão com mortadela, acompanhado de suco, provocou diarréia, vômitos e mal-estar em cerca de 400, dos 940 internos do Complexo Brás da Fundação Casa, ex-Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), na Zona Leste, no final de semana passado.
A notícia foi divulgada pelo jornal “Diário de S. Paulo” neste sábado (24). Segundo o noticiário, alguns jovens desmaiaram e pelo menos um deles teve de ser hospitalizado. Dos 142 adolescentes de apenas uma das unidades do complexo (a 34), 42 passaram mal e 25 tiveram de receber soro na enfermaria.
Os alimentos dados aos jovens são fornecidos pela empresa De Nadai.
O secretário do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, visitou o complexo na última quarta-feira (21). A vistoria foi solicitada por familiares de internos que procuraram a entidade.
“É importante ressaltar que não é a primeira vez que a comida servida pela empresa De Nadai é alvo de reclamações por má qualidade. A presença de pedras e insetos em meio aos alimentos tem sido relatada a nós com freqüência”, afirma o advogado.
Segundo ele, há denúncias como essa também no Complexo do Tatuapé, também na Zona Leste, que constam em relatórios enviados pelas entidades de direitos humanos à Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A presidente da Associação de Mães da Febem (Amar), Conceição Pagannelle, afirma ter recebido vários telefonemas de parentes de internos relatando que seus filhos desmaiaram e tiveram de ser medicados após terem comido o lanche do último domingo (18).
Análise
A Fundação Casa confirma o incidente e diz que uma amostra da mortadela foi enviada a um instituto para ser feita a análise. O laudo deve ficar pronto até terça-feira (27).
Caso seja constatado que o produto estragou por falhas na estocagem do alimento, será aberta uma sindicância interna para apurar responsabilidades de funcionários. Se ficar comprovado que a mortadela foi entregue deteriorada pela de Nadai à Fundação Casa, medidas administrativas também deverão ser tomadas pela presidência da instituição, afirma o órgão.
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