Menu
Busca terça, 20 de abril de 2021
(67) 99257-3397

Justiça quebra sigilos bancário e fiscal do presidente do BC

12 maio 2005 - 16h40

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, será investigado por denúncias de crimes eleitoral e de evasão de divisas e terá os sigilos bancário e fiscal quebrado. A decisão é do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou hoje o pedido do procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. O pedido foi feito no mês passado pelo procurador-geral, mas o ministro do STF só se pronunciou agora porque aguardou que o Supremo julgasse a legalidade da Medida Provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deu a Meirelles o status de ministro e, portanto, o direito de ser julgado pelo Supremo. Na semana passada, o plenário do tribunal considerou a MP constitucional.Suspeitas contra MeirellesHenrique Meirelles é suspeito de haver sonegado impostos, enviado recursos ilegalmente ao exterior e ainda de haver fornecido informação errada à Justiça Eleitoral. Essa é a base do pedido de investigação que o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, enviou ao STF no dia 6 de abril. Uma investigação pode levar meses e até anos. Fonteles sugeriu que, para a fase inicial da investigação, seja dado prazo de 60 dias. Caberá ao procurador-geral conduzir as investigações, podendo requisitar documentos e tomar depoimentos. Ao final, ele elaborará um relatório e, se concluir que houve crimes, oferecerá denúncia.Essas denúncias serão levados ao plenário do STF e, se a maioria dos 11 ministros aceitá-las, será aberto um processo criminal. Nesse caso, Meirelles passará de suspeito a réu. Embora tenha iniciado a investigação, Fonteles não vai conclui-la. Em junho, termina seu mandato como procurador-geral. Seu substituto será escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.As principais suspeitas que a Procuradoria quer investigar são as seguintes:1) empresas - Uma das suspeitas que pesam contra o presidente do BC é a de ter aberto empresas em paraísos fiscais. A arquitetura empresarial é a mesma utilizada por pessoas e empresas interessadas em enviar dinheiro ilegalmente ao exterior, sonegar impostos ou dar aspecto legal a dinheiro obtido ilegalmente ("lavagem"). A Procuradoria quer saber se é o caso de Meirelles. Estas empresas seriam controladas pela Henrique Campos Meirelles Trust. 2)Eleição - Meirelles não apresentou em 2001 sua declaração de Imposto de Renda sob a alegação de que estava residindo no exterior. No entanto, ele havia informado à Justiça Eleitoral que tinha residência no Estado de Goiás no mesmo ano, para poder concorrer a uma vaga de deputado federal pelo PSDB. Daí a suspeita de crime eleitoral. Remessa ao exterior - Há suspeitas sobre uma remessa de US$ 1,4 bilhão feita pelo Boston Comercial, controlado pelo Banco de Boston, após a desvalorização do real em janeiro de 1999. A saída dos recursos não chegou a ser registrada no BC, que, no entanto, fiscalizou depois a operação e atestou sua legalidade, inclusive para a CPI do Banestado. Na época, Meirelles era presidente mundial do BankBoston Corporation.3)Patrimônio - O procurador quer explicações sobre a variação patrimonial de Meirelles. Hoje, o patrimônio pessoal do presidente do BC é avaliado em US$ 30 milhões

Deixe seu Comentário

Leia Também

TRÊS LAGOAS
Colisão entre carreta e pick-up mata motorista de 32 anos na BR-262
POLÍTICA
Congresso derruba veto de Bolsonaro e aumenta pena de crimes na internet
Rapaz diz que matou ex-padrasto após ser humilhado na frente da mãe
ROTEIRO PRÉVIO
CPI prevê quebras de sigilo, acareações e audiências auxiliares de Bolsonaro
MEIO AMBIENTE
Proprietário rural é multado em R$ 2 mil por desmatamento ilegal 
JUSTIÇA
Saiba onde ir em busca de um acordo como solução de seu conflito
JARDIM
Traficante abandona caminhonete com 1,7 tonelada de maconha
REGIÃO
Saúde de MS promete mais agilidade na entrega de resultados de exames
RIO VERDE
Preso homem que matou namorado da ex e atropelou bebê de 2 anos
DOURADOS
Prefeitura entrega remessa com 5 mil folhas de documentos da CPI Covid

Mais Lidas

ASSALTO
Mulher tem carro roubado ao parar no semáforo em Dourados
POLÍCIA
Irmãos morrem após serem atropelados por caminhonete em rodovia
LOTERIAS
Mega-Sena premia uma aposta com R$ 40 milhões e 11 douradenses acertam a Quadra
DOURADOS/ITAPORÃ
Produtor rural morto em acidente na MS-156 voltava de aniversário em pesqueiro