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Juro do cheque é o maior em 15 meses

27 outubro 2001 - 09h55

Os juros do cheque especial subiram pelo quinto mês consecutivo em setembro e chegaram ao nível mais alto desde junho de 2000. No mês passado, a taxa média cobrada pelos bancos chegou a 159,89% ao ano, o que equivale a 8,28% ao mês, segundo levantamento feito pelo Banco Central.
Nos últimos três meses, os juros do cheque especial subiram 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa básica de juros (Selic) se manteve inalterada em 19% ao ano. Isso quer dizer que o ganho dos bancos aumentou.
Esse ganho se reflete no chamado "spread", que é a diferença entre os juros que o banco paga para captar dinheiro e a taxa cobrada de seus clientes. No mês passado, o "spread" dos empréstimos concedidos por meio do cheque especial estava em 141% -ou seja, os bancos cobravam de seus clientes juros 141% maiores do que a taxa paga na captação de recursos.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, diz que não vê uma razão específica para a alta dos juros, já que a taxa básica, no período, ficou estável. "Esse movimento reflete decisões tomadas pelas instituições."
Lopes diz ainda que deve haver novos aumentos de juros em todas as modalidades de crédito nos próximos meses, por causa das medidas adotadas recentemente pelo BC para conter o dólar.
Além do cheque especial, os juros cobrados no crédito pessoal e nos financiamentos de curto prazo direcionados a empresas também subiram e retornaram ao patamar do início de 2000.
No início do ano passado, o BC havia acabado de adotar medidas que tinham por objetivo reduzir os juros bancários. Lopes diz que "a situação, hoje, é pior do que aquela [do início de 2000"". Segundo ele, naquela época o cenário era mais estável e a tendência dos juros era a de queda. Hoje, as turbulências externas não favorecem uma redução nas taxas.
A exceção ficou por conta dos juros cobrados no crediário, que ficaram estáveis. Para Lopes, isso reflete a desaceleração da economia, pois, com lojas vendendo menos, um aumento nos juros do crediário iria desestimular ainda mais o consumo.

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