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Juiz Odilon manda produtores liberarem rodovias federais

06 maio 2006 - 10h31

Decisão do juiz federal Odilon de Oliveira, proferida ontem, determina que os produtores rurais de Mato Grosso do Sul que promovem desde a semana passada bloqueios nas rodovias BR-163 e BR-463 liberem o tráfego, sob pena de multa diária de R$ 50 mil e prisão de dirigentes. A decisão é direcionada à Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul) e Sindicatos Rurais, em atendimento a ação movida pela Advocacia Geral da União em Campo Grande, através de Clênio Parizotto.A diretora da Federação e integrante do Fórum Permanente de Acompanhamento do Movimento, Teresa Cristina Corrêa da Costa, afirma que a notificação da Justiça Federal chegou hoje e os sindicatos devem ser orientados a cumprir a determinação. Ela afirma, porém, que isso não significa que o movimento, denominado Alerta no Campo, deva ser afrouxado. “A movimentação continua, com maquinários na beira da estrada e panfletagem”, afirma. Além disso, mais de 100 armazéns de cerealistas e cooperativas estão bloqueados por maquinários agrícolas e cerca de 50% da produção de soja do Estado ainda não foram escoados.A Cooagri, que tem 20 unidades no Estado e é a maior cooperativa estima que diariamente deixem de sair de Mato Grosso do Sul 40 mil toneladas de grãos, ou seja, R$ 19 milhões em negócios que não são concretrizados diariamente. Até ontem a adesão ao movimento já somava 40 dos 78 municípios. Os sindicatos rurais até o momento não foram notificados. Nei José Canziani, de São Gabriel do Oeste, disse esta manhã que o bloqueio continua até que a notificação ocorra. Ontem, em nota oficial, o governo de Mato Grosso do Sul afirmou partilhar da preocupação do setor rural, mas lamenta a extensão das ações, afirmando também que elas podem trazer desabastecimento e, conseqüentemente, prejuízos ainda maiores à economia. No documento, apela ao “bom senso” dos produtores para manter as manifestações “no limite da legalidade”. A manifestação do governo veio dez dias depois de iniciado o movimento, no dia em que as máquinas agrícolas e veículos dos produtores rurais chegaram às regiões urbanas, inclusive nas duas maiores cidades: Dourados, Campo Grande.O setor quer políticas que viabilizem a produção agrícola e a pecuária. Algumas delas seriam a de preço mínimo e a redução da carga tributária, além de mudanças no câmbio em função de o dólar em baixa prejudicar as exportações.  

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