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Jovem tetraplégico morre na França com a ajuda da mãe

26 setembro 2003 - 09h11

Um jovem tetraplégico, mudo e cego, cujo caso reabriu a polêmica sobre a eutanásia na França depois que sua mãe tentou ajudá-lo a morrer, morreu hoje em Berck-sur-mer (norte da França), disseram autoridades.Vincent Humbert, 21 anos, foi levado para uma unidade de reanimação na noite de quarta-feira (24), depois que sua mãe, Marie Humbert, 48 anos, tentou matá-lo injetando-lhe uma substância tóxica.Denunciada por um médico do hospital, Marie foi detida e posteriormente hospitalizada.O procurador da República declarou que uma investigação de rotina será aberta devido à morte de Vincent. A promotoria ordenou uma autópsia para determinar as causas da morte.A história da busca pela morte de Vincent, vítima de um acidente de carro há três anos, recebeu enorme publicidade em dezembro passado, quando ele escreveu uma carta ao presidente Jacques Chirac pedindo a descriminalização da eutanásia na França.Chirac disse ter lido a carta "com grande emoção" e entrou em contato com Vincent algumas vezes por telefone, mas não foi capaz de atender a seu pedido.Capaz de se comunicar pressionando o polegar direito na mão de outra pessoa, Vincent usou o método com um jornalista para escrever o livro de 188 páginas intitulado "Peço a você para morrer", que chegou às livrarias francesas pela primeira vez ontem."Eu nunca verei este livro porque eu morri em 24 de setembro de 2000 [...]. Desde aquele dia, eu não vivo. Me fazem viver. Sou mantido vivo. Para quem, para que, eu não sei. Tudo o que eu sei é que sou um morto-vivo, que nunca desejei esta falsa morte", escreveu Vincent.Marie, que desde o acidente do filho luta por seu direito de morrer, concedeu uma série de entrevistas na França no início da semana, afirmando que a morte de Vincent estava "programada", dando uma pista de que poderia coincidir com a publicação do livro.Ela disse ter levado alguns meses preparando a eutanásia do filho e que ele rejeitou a idéia de ir para um país como a Suíça, onde o procedimento é legal, porque não queria "fugir de seu país como um ladrão para morrer".Marie disse não ter medo de ser presa. "Perto da dor que tenho sentido por três anos vendo o sofrimento do meu filho, a prisão não é nada", declarou.As últimas palavras de Vincent em seu livro são um apelo para a compreensão de sua mãe."Não a julguem. O que ela fez para mim é certamente a mais bela prova de amor do mundo", afirmou.

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