Menu
Busca domingo, 12 de julho de 2020
(67) 99659-5905

Jornalista sul-mato-grossense Theresa Hilcar lança o livro “No Fundo do Poço Não Tem Mola”

12 março 2013 - 14h42

A depressão como patologia e seus aspectos filosóficos e sociais, é o mote para o novo livro da jornalista e escritora, membro da Academia Sulmatogrossense de Letras, Theresa Hilcar, O título, “No Fundo do Poço Não Tem Mola” (Editora Letra Livre, com apoio do FIC). É uma espécie de contraposição lúdica com o ditado, tão comum, que diz: “No fundo de poço tem mola”, e que, segundo a autora, serve apenas para minimizar ou mesmo banalizar a questão.

Neste quarto livro da sua carreira, a cronista troca os temas do cotidiano por questionamentos mais profundos a respeito da vida e das suas vicissitudes. É quase um despir-se existencial, um diário que se torna público. No entanto, não espere um livro triste, enfadonho ou induza ao “porão do fundo do poço”, como o título possa sugerir.

Trata-se de um conjunto de crônicas de uma mulher que assume sem pudores fazer parte das estatísticas cujos números apontam a existência de milhares de mulheres com a mesma patologia. A depressão, segundo ela, é tratada sempre com reservas e no mais absoluto silêncio pela maioria das pessoas. As crônicas de Theresa Hilcar escritas como exercício de exorcizar a dor, tem o mérito de quebrar este silêncio e trazer à superfície questões como preconceito e os estigmas impostos pela sociedade que obriga as pessoas a serem felizes o tempo todo. A tristeza, segundo ela, é algo incômodo para quem não a compreende.

O livro “No Fundo do Poço Não Tem Mola” pode ser um espelho para as mulheres que passam pelas mesmas questões, que vão desde a síndrome do “ninho vazio”, quando os filhos crescem e buscam seu próprio caminho, passando pelo envelhecimento e a solidão.

Os leitores serão quase cúmplices de Theresa Hilcar, conhecendo segredos quase inconfessáveis da jornalista. No prefácio escrito pela professora Maria Adélia Menegazzo ela escreve:”... Há, no entanto, um aspecto nestas crônicas que as torna memoráveis. Theresa Hilcar toca a poesia na medida em que impõe cadência às palavras e que, numa certa medida, obriga-se ao uso de frases curtas, sem excessos, com pouca adjetivação. Desta forma, provoca uma leitura quase que vertical de suas frases, como se fossem versos. Em Perdas e rimas, podemos ler: “Perdi a vez. A paciência. Perdi a oportunidade de calar, de falar. De dar adeus. Perdi a conta, a vontade. Perdi o desejo de ficar, de partir, de estar. Perdi primaveras, outonos, invernos. Odeio verões. Perdi a chamada, a chave, os diários do colégio. Perdi a inocência, a vaidade, o orgulho. Enlouqueci. Perdi o senso, o humor, a piada, o estilo”. Filtra, assim, pela razão, a emoção, o sentimento lírico. A crônica é tanto melhor, quanto mais explore este aspecto, quanto mais revista o cotidiano e suas circunstâncias deste repensar subjetivo e raro”.

Deixe seu Comentário

Leia Também

DOURADOS
Tiroteio no Estrela Porã deixa dois homens feridos
DOURADOS
‘Deus no comando amem’: antes de crimes, atirador postou pregação religiosa
DOURADOS
Atirador baleou criança de quatro anos na cabeça ao abrir fogo para matar ex-mulher
FAMOSOS
Morris, par de Naya Rivera em 'Glee', quer conduzir grupo de buscas pela atriz
BRASIL
Leila Barros confirma que contraiu covid-19
BARBÁRIE
Homem assassina ex, atira em crianças e se mata no altar de igreja em Dourados
BRASIL
Embrapa coleta bactérias e fungos com potencial econômico na Amazônia
OPORTUNIDADE
IFMS tem inscrições abertas para 120 vagas em cursos de especialização
ESPORTES
Semana será marcada pelo 1º Camping Virtual de Parataekwond
TRÊS LAGOAS
Mulher é sequestrado pelo ex na frente de familiares

Mais Lidas

ACIDENTE DE TRABALHO
Douradense morre após ser atingido na cabeça por peça de elevador de 20kg
DOURADOS
“Ele não conseguiu terminar o último plantão”, diz esposa de médico vítima da Covid
PANDEMIA
Em dia com quase 100 novos casos, Dourados tem mais uma morte por coronavírus
PANDEMIA
Pesquisadores veem medidas sem efeito e sugerem lockdown em Dourados