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Jornal analisa confronto PSDB x PT nessas eleições

18 setembro 2004 - 09h58

Onda tucana avança nas maiores cidades Quatro anos depois da "onda vermelha" de vitórias petistas nas eleições municipais, a disputa de agora mostra a perspectiva de uma "onda azul" de sucessos tucanos nas principais cidades. Pelas pesquisas de opinião do Ibope, Vox Populi, Datafolha e institutos locais nas 26 capitais de Estado, candidatos do PSDB ou apoiados pelo partido estão liderando ou com presença provável em um segundo turno em dezesseis delas. O mesmo ocorre em 22 das 40 cidades com mais de 200 mil eleitores em que existem pesquisas disponíveis. Candidatos petistas ou apoiados pelo PT competem com chances em dez capitais e em 14 cidades do interior com segundo turno. O levantamento exclui o caso único de Nova Iguaçu (RJ), em que o petista Lindberg Farias lidera as pesquisas com apoio do PSDB. Ao longo do processo eleitoral, o candidato do PSDB em São Paulo, José Serra, consegue se manter em primeiro lugar nas pesquisas. No Rio, apoiado pelo partido, o pefelista Cesar Maia pode vencer no primeiro turno. Em Fortaleza, pela primeira vez desde 1988, um candidato apoiado pelo tucano Tasso Jereissati, Antonio Cambraia (PSDB), lidera uma pesquisa de opinião. Em Salvador, o pedetista João Henrique, com vice tucano, disputa o primeiro lugar nas sondagens com César Borges (PFL), enquanto o petista Nelson Pelegrino luta para não cair para o quarto lugar. Em Curitiba, Beto Richa (PSDB) acabou com o favoritismo de Angelo Vanhoni (PT). No grupo de capitais, há cidades em que tanto os candidatos apoiados pelos tucanos, como os sustentados pelos petistas demonstram pouca competitividade. É o caso de Maceió e São Luís, onde os pedetistas Cícero Almeida e Tadeu Palácio podem ganhar no primeiro turno sem o apoio de nenhuma dessas forças. O mesmo ocorre em Manaus, onde o favorito é Amazonino Mendes (PFL) e a chance do segundo turno não acontecer é alta. Entre as grandes cidades, a situação acontece em Piracicaba, Jaboatão, São Gonçalo e Feira de Santana. "Em duas semanas, muitas coisas ainda podem acontecer, mas nossa situação é muito melhor do que a da mesma época na eleição passada", afirmou o secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Arnaldo Madeira, que é integrante da Executiva Nacional tucana. Em comparação com 2000, torna-se claro que o PSDB este ano privilegiou alianças. Em seis capitais, os tucanos devem chegar ao segundo turno na condição de coadjuvantes, até mesmo de candidatos filiados a partidos governistas, mas com sólidos vínculos com os dirigentes tucanos, como é o caso do petebista Duciomar Costa, em Belém, ou de Sandes Junior (PP) em Goiânia. "Se você for fazer uma contabilidade por partido governista no plano nacional, verá um encolhimento do PSDB e do PFL. Mas se a análise levar em conta as alianças estaduais, o que se destaca é que devemos crescer", disse o secretário. Para Madeira, caso o resultado apontado atualmente pelas pesquisas se confirmar nas urnas, ele não significará que ocorreu uma nacionalização das eleições: "A minha hipótese é que esta eleição é o reflexo do espelho da disputa de 2000. O PT ganhou em grande parte das cidades maiores e está encontrando dificuldades para manter as prefeituras que conquistou, abrindo espaço para nós. Trata-se de uma avaliação negativa do eleitorado sobre as administrações municipais petistas". Um caso que se enquadra na descrição de Madeira é o de Goiânia. Até esta sexta-feira, o prefeito Pedro Wilson não conseguia sair do terceiro lugar nas pesquisas. Em Campinas, a prefeita petista Izalene Tiene, impopular, desistiu de concorrer. O candidato petista, Luciano Zica, está em terceiro lugar nas pesquisas. Em Ribeirão Preto, o prefeito petista Gilberto Maggioni cresceu e disputa o segundo lugar com o tucano Welson Gasparini, mas continua distante da liderança. Nas capitais, contudo, há exceções que fragilizam o raciocínio do tucano. Em Porto Alegre, Aracaju e Recife, entre as capitais, e em Guarulhos, no interior, todas cidades governadas pelo PT, o partido é favorito para continuar no comando. Em 2000, o PT venceu em sete capitais e o PSDB, com candidatos próprios, em cinco. Atualmente, o PT tem oito prefeitos deste grupo e o PSDB, apenas três. No grupo de quarenta cidades com mais de 200 mil habitantes e com pesquisas, o PT venceu há quatro anos em onze delas e os tucanos, concorrendo diretamente, em seis. Apesar do quadro positivo, os oposicionistas ao governo federal vêem com prudência os efeitos que uma série de vitórias do PSDB e seus aliados poderia ter na sucessão presidencial de 2006. "A questão nacional depende de outros fatores. Não vejo como o resultado vai enfraquecer os governistas para a eleição seguinte", disse Madeira. Para o deputado federal Luiz Carlos Santos (PFL-SP), integrante da Executiva Nacional da sigla e aliado do presidente nacional pefelista, senador Jorge Bornhausen (SC), só a eleição em São Paulo interessa. "O nosso futuro depende de São Paulo. Se o Serra ganhar, é uma derrota do Lula e gera um projeto de poder para 2006. A derrota dele decreta o fim desta perspectiva e liquida conosco. A eleição nas outras cidades não muda o jogo", disse. 

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