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Jefferson não cometeu crime ao receber R$ 4 milhões do PT

22 junho 2005 - 13h43

O advogado do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), Luiz Francisco Corrêa Barbosa, declarou nesta quarta-feira que não foi crime eleitoral o presidente licenciado do PTB ter recebido R$ 4 mil do PT. Segundo Barbosa, há motivo para cassação de mandato.Segundo o advogado, Jefferson só vai declarar o dinheiro que recebeu quando o PT assumir que repassou a verba e declarar sua procedência. "Por enquanto, é como homicídio sem cadáver. Não há prova do crime", comparou. O deputado Roberto Jefferson prestou depoimento sigiloso, na manhã desta quarta-feira, à Corregedoria da Câmara. Em duas horas e meia, Jefferson reafirmou todas as denúncias feitas por ele nas últimas semanas sobre o suposto esquema de mesada recebida pelos parlamentares da base aliada em troca de apoio político ao governo federal. Barbosa afirmou ainda que Jefferson pediu que os depoimentos prestados pelos deputados Miro Teixeira (PT-RJ), ex-ministro das Comunicações, e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) ontem, no Conselho de Ética da Câmara, sejam anexados como provas.EsclarecedorO Corredor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), avaliou como "muito esclarecedor" o depoimento de Jefferson. "Serviu para tirar muitas dúvidas", comentou. Nogueira não comentou detalhes da declaração nem informou se ele apresentou provas sobre as denúncias sobre o "mensalão".De acordo com Nogueira a Corregedoria está fazendo uma ampla investigação sobre o caso. Ele não citou nomes, mas indicou que os citados por Jefferson no depoimento da semana passada, ao Conselho de Ética da Câmara, também estão sob investigação.Embora Nogueira pretenda encerrar a fase de depoimentos nesta semana, o relator, deputado Robson Tuma (PFL-SP), declarou que não há prazo para terminar de ouvir os envolvidos.Segundo Tuma, já foram ouvidos cinco congressistas. Além de Jefferson, já prestaram depoimento os deputados José Janene (PP-PR), Pedro Corrêa (PP-PE) e Pedro Henry (PP-MT). O líder do PMDB no Senado, Ney Sussuana (PB), também prestou depoimento."O relatório não tem prazo para ficar pronto. A Corregedoria tem 20 sessões para concluir os seus trabalhos, mas pode ser prorrogado. Estou mais interessado em documentos do que em prazos. Até o momento, os documentos solicitados não foram entregues".Ainda serão ouvidas outras 36 pessoas, entre elas 16 parlamentares e os ministros Walfrido Mares Guia (Turismo), Ciro Gomes (Integração Nacional) e Aldo Rebelo (Coordenação Política).

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