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GUERRA

Israel diz que Hamas viola o seu próprio cessar-fogo

27 julho 2014 - 12h00

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em entrevista à CNN neste domingo (27) que o Hamas violou o seu próprio cessar-fogo, informou a agência Reuters.

Perguntado se Israel aceitaria a oferta de trégua, Netanyahu disse que "o Hamas não aceita o seu próprio cessar-fogo e continua a disparar contra nós, como nós falamos".

Netanyahu acrescentou que Israel "sempre vai tomar todas as medidas necessárias para proteger o nosso povo".

Hamas concorda com mais 24 horas de trégua

O porta-voz do Hamas anunciou neste domingo que concorda com outras 24 horas
de trégua humanitária a partir das 14h locais (8h de Brasília).

"Em resposta à intervenção da ONU e considerando a situação de nosso povo e por ocasião do Eid [celebração religiosa dos muçulmanos], foi acordado entre as facções de resistência para endossar as 24 horas de calma humanitária, a partir de 14h no domingo", disse Sami Abu Zuhri à Reuters.


No início deste domingo, Israel cancelou sua própria trégua de 24 horas, depois que o Hamas disparou uma saraivada de foguetes contra o sul e centro de Israel.

Israel suspende trégua

Segundo os militares israelenses, a decisão foi tomada após o Hamas e outras milícias terem disparado 25 foguetes contra Israel em dez horas. A informação foi divulgada pelo "Canal 10" da televisão local, pela agência de notícias Reuters e pelo jornal "Haaretz".

"Depois do disparo incessante de foguetes pelo Hamas durante a trégua humanitária [declarada unilateralmente à meia-noite do horário local por Israel], o Exército retoma agora as atividades por ar, terra e mar na Faixa de Gaza", diz um comunicado oficial israelense à imprensa. A nota pedia ainda à população civil palestina para não se aproximar das zonas de combate.

Uma fonte militar consultada pela agência Efe comentou, após o lançamento de foguetes no começo da manhã deste domingo contra a região metropolitana de Tel Aviv, que "parece que o Hamas não está interessado na trégua humanitária", ao que seguiu, uma hora depois, o anúncio oficial de que ela estava anulada.

"O Exército se conteve bastante e durante horas o Hamas lançou foguetes contra Ashdod, Ashkelon, Tel Aviv, Petahtikva e a região de Hasharon", acrescentou a fonte militar, que lembrou a morte de um militar na noite de sábado por conta do lançamento de uma bomba.

Mortes

Pelo menos três palestinos morreram neste domingo em uma onda de ataques em diferentes pontos da Faixa de Gaza, após Israel interromper a trégua humanitária declarada na madrugada passada e retomar suas operações ofensivas na região, segundo informa a agência local Maan.

Fim da trégua

A trégua humanitária estava prevista para acabar na noite deste domingo e tinha sido aceita por Israel, mas rejeitada pelo Hamas. "A pedido das Nações Unidas, o gabinete aprovou um hiato humanitário até amanhã (domingo) à meia-noite. A IDF (Forças de Defesa de Israel) vai agir contra qualquer violação do cessar-fogo", disse um porta-voz do governo.

As posições de Israel e Hamas seguem bem distantes de convergir para um período mais duradouro sem ataques entre si. O Hamas disse que só concordaria com um cessar-fogo mais longo se Israel recuasse suas tropas das áreas que foram ocupadas na Faixa de Gaza.

"Qualquer período de calma humanitária que não inclua a retirada de soldados de ocupação na Faixa de Gaza e permita o que as pessoas retornem para suas casas e removam os feridos não é aceitável", disse Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas.

Israel deve aproveitar o período sem ataques para se concentrar na ação contra os túneis construídos de Gaza até Israel, informou uma fonte do governo à edição digital do diário israelense "Yediot Aharonot". O Exército descobriu 30 túneis até o momento, dos quais 16 já foram demolidos.

Ataques após trégua inicial

Duas horas após o fim do período inicial de 12 horas de trégua entre Israel e palestinos, que teve início na manhã deste sábado e terminaria às 20h local, o braço armado do grupo islamita Hamas informou que não concordou com o prolongamento do cessar-fogo por mais quatro horas e voltou a disparar foguetes de Gaza contra Israel. As informações foram passadas pelo porta-voz do movimento islamita Hamas, Sami Abu Zuhri.

A polícia israelense disse que sirenes de alerta soaram em várias cidades após foguetes serem disparados até a região de Tel Aviv. O Hamas reivindicou a autoria do disparo de sete foguetes contra Israel, sendo dois deles contra a cidade de Tel Aviv.

O Exército de Israel, que havia aceitado a extensão da trégua até a meia-noite (no horário local, 18h de Brasília), anunciou que foram verificados três disparos de foguetes depois de vários tiros de morteiros. "Os terroristas decidiram utilizar o espaço humanitário em Gaza", afirmou o exército em comunicado.
Pouco mais cedo, milicianos palestinos já haviam lançado quatro bombas contra cidades israelenses ao redor da Faixa de Gaza, minutos após terminar oficialmente a trégua humanitária de 12 horas administrada pela ONU, informaram fontes militares.

Prolongamento do cessar-fogo

Antes do anúncio de novas 24 horas sem bombardeios, o gabinete de segurança de Israel aprovou uma extensão inicial de quatro horas da trégua temporária na Faixa de Gaza, prolongando um cessar-fogo inicial de 12 horas até a meia-noite local (18h de Brasília) deste sábado, informou a televisão israelense.
A rede de TV "Channel 10" disse que a ampliação foi aprovada a menos de duas horas do fim do cessar-fogo temporário, e depois que o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e outros líderes internacionais pediram um prolongamento da trégua.

Corpos retirados de escombros

Horas depois do início da pausa no conflito entre Israel e Hamas, mais de cem corpos foram retirados de escombros na Faixa de Gaza, segundo a agência France Presse. A informação é de um balanço divulgado por socorristas palestinos, que também acrescentaram que os corpos foram transportados para diferentes necrotérios e hospitais da região.

Os socorristas ainda anunciaram neste sábado que mais de mil palestinos, em sua maioria civis, morreram desde o início da ofensiva israelense na região. Segundo a agência Reuters, o número de palestinos mortos no período está em 1.033.

Israel informou que teve mais cinco soldados mortos no período pré-trégua na madrugada deste sábado, e outros dois morreram em decorrência de suas feridas no hospital, elevando para 42 o número de militares israelenses mortos na ofensiva.

Três civis, sendo dois cidadãos israelenses e um operário tailandês, foram mortos por foguetes disparados por Gaza.

Primeira trégua

Às 8h locais (2h de Brasília) deste sábado, começou uma trégua de 12 horas de duração na Faixa de Gaza. Segundo o jornal "Haaretz", o objetivo era permitir que os palestinos buscassem água e comida, e que os hospitais fossem reabastecidos com medicamentos. O grupo palestino Hamas também havia concordado com a pausa.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shukri, e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, haviam pedido mais cedo o cessar-fogo nos confrontos entre Israel e o Hamas.

Bombardeio na madrugada

Antes do início da trégua, na madrugada deste sábado (26), pelo menos 12 pessoas, todas identificadas como civis, morreram em um bombardeio israelense sobre um edifício de três andares na cidade de Khan Yunes, no sul da Faixa de Gaza.

O Ministério da Saúde do território palestino informou em um comunicado que o incidente aconteceu antes do amanhecer, quando as forças aéreas israelenses atacaram um conjunto residencial da cidade.

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