Peritos do Instituto de Criminalística (IC) concluíram que a pegada encontrada no lençol do quarto em que a menina Isabella, de 5 anos, que teria sido jogada do sexto andar na noite de 29 de março, é compatível com um calçado de Anna Carolina Jatobá, de 24, madrasta da garota. As informações foram publicadas nesta terça-feira (15) pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Em depoimento, ela declarou que usava tamancos naquela noite e os tirou assim que entrou no apartamento, deixando-os na cozinha.
Os policiais sabem que, isoladamente, a prova é frágil, mas o objetivo é relacionar essa informação aos indícios recolhidos no apartamento para tentar reconstituir a cena do crime e descobrir quem esteve no local quando a criança foi arremessada. Duas informações são consideradas fundamentais: a mancha de sangue no lençol e as detectadas na calça jeans e numa camisa da madrasta. "O cruzamento dessas provas será útil no momento em que tivermos de indicar quem possivelmente estava no quarto no momento em que a menina foi arremessada", disse um perito.
Na avaliação do IC, a distância entre as gotas de sangue encontradas no quarto condiz com os passos de uma pessoa adulta. Como Isabella apresentava profundo corte na testa, os peritos desconfiam que alguém a carregou no colo.
Na tarde de quarta-feira (16), as equipes do IC e do Instituto Médico-Legal (IML) destacadas para elucidar o caso vão se reunir para tirar as primeiras conclusões que constarão do laudo final. A previsão é de que o documento seja finalizado até sexta-feira (18), quando os exames de DNA deverão estar prontos.
Na segunda-feira (14), o advogado Ricardo Martins, um dos defensores de Anna Carolina e Alexandre Alves Nardoni, de 29 anos, esteve no 9º Distrito Policial, no Carandiru, para entregar três peças de roupa: uma bata de Isabella, uma camisa verde de manga comprida da madrasta e uma camisa vermelha de gola alta e manga comprida, também de Anna Carolina.
Segundo Martins, essas são as roupas que a madrasta e a menina vestiam quando estiveram no supermercado, em Guarulhos, cinco horas antes do crime. Rogério Neres de Souza, outro advogado de defesa, reclamou de a investigação focar apenas o casal e disse que pediria para a polícia buscar mais informações, como ouvir as cerca de 20 pessoas que a defesa quer como testemunhas.
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