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Irã enterra 25 mil corpos, vítimas do terremoto

29 dezembro 2003 - 13h56

Diminui a esperança de encontrar sobreviventes entre os escombros de Bam, no sudeste do Irã, enquanto continuam as operações de resgate das vítimas do terremoto. Os esforços se concentram em ajudar os sobreviventes.Aproximadamente 25 mil cadáveres foram retirados dos escombros e já foram enterrados, segundo informou a rádio estatal iraniana, que cita uma autoridades do governo da Província de Kerman, onde aconteceu a catástrofe.De acordo com a rádio, "19.500 corpos foram enterrados em Bam pelas equipes municipais e o resto [5.500] pelos próprios habitantes" nas regiões próximas.Outras fontes oficiais estimam que o número de mortos alcançará 30 mil.Além disso, se calcula que ao menos 30 mil pessoas ficaram feridas no terremoto.VisitaO líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi à região da catástrofe, também visitada pelo presidente iraniano, Mohammad Khatami."Compartilhamos nossa pena, os mortos são nossos filhos. Vamos reconstruir Bam mais forte que antes", afirmou Khamenei, em uma praça da cidade devastada.Segundo especialistas citados pelo jornal "The New York Times", um total de 72 horas é o tempo que uma pessoas soterrada entre escombros consegue ficar sem água nem comida. O período foi completado na manhã de hoje.A maioria da casas de Bam, construídas com argila, caiu e virou pó, dificultando a entrada de ar pelos escombros, ao contrário do que ocorre com os edifícios de cimento.As autoridades iranianas informaram que não cessariam as operações de resgate. "Não interromperemos as buscas. Enquanto houver uma possibilidade de encontrar sobreviventes, estas operações continuarão", afirmou Jahanbajsh Janjani, porta-voz do Ministério do Interior. "Vamos concentrar estas operações nos lugares em que há uma possibilidade de encontrar sobreviventes", disse Janjani, referindo-se a várias pequenas vilas perto de Bam, danificadas também pelo terremoto. Essas áreas ainda não tinham recebido ontem os grupos de resgate, segundo autoridades.Após se reunir com o diretor da Cruz Vermelha iraniana e os coordenadores das equipes de emergência, o governo iraniano decidiu que "não é necessária" a presença das equipes internacionais de emergência. O grande número de voluntário, segundo fontes oficiais, provocou descoordenação em determinados momentos do resgate.As necessidades, segundo as autoridades, se centram agora em sacos de plástico, medicamentos, barracas de plástico para acolher os desabrigados, material de cozinha, cobertores e alimentos, sobretudo arroz, óleo e farinha.SaquesSaques em grande escala complicam os esforços internacionais de envio de ajuda para as vítimas do terremoto de Bam para impedir a propagação de doenças, afirmaram hoje autoridades locais.As forças de segurança proibiram o acesso dos veículos à cidade, exceto caminhões ou automóveis que transportam ajuda humanitária e equipes de socorro, disseram as autoridades da província de Kerman. Os jornalistas também obtiveram autorização para entrar em Bam.Esta iniciativa tem como objetivo impedir os saques dos caminhões de ajuda humanitária observados ontem na cidade quando o fluxo de veículos que levam a Bam membros das famílias preocupados ou em luto paralisou o tráfego.Na ocasião, os caminhões com ajuda humanitária foram atacados por saqueadores. Quando finalmente conseguiram entrar na cidade, suas cargas já tinham sido quase totalmente roubadas.Bam corre o risco de ser colocada de quarentena a partir de hoje, já que a missão de resgate se transforma em uma busca de corpos e é necessário evitar que epidemias sejam desencadeadas, segundo uma fonte do governo da província.

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