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Comissão da OEA encerra visita nas aldeias da região

07 novembro 2018 - 18h05Por Gizele Almeida e Adriano Moretto
A comissária da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) da OEA (Organização dos Estados Americanos), Antonia Urrejola e a chefe de gabinete da comissão, Marisol Blanchard, encerraram a visita ao Mato Grosso do Sul.
 
Elas passaram toda a quarta-feira (7/11) na região visitando aldeias indígenas. Pela manhã o encontro ocorreu em Caarapó, onde o clima tenso entre produtores rurais e índios permanece há pelo menos dois anos.
 
No período da tarde, Antonia cumpriu agenda em Dourados e se reuniu na Escola Municipal Indígena Agustinho, localizada na Aldeia Bororó e depois seguiu para audiência ampliada na Faculdade de Direito da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), na qual Marisol já participava.
 
Após a visita, um relatório com os problemas encontrados nesses locais será montado e apresentado ao governo brasileiro.
 
Durante audiência na Universidade, as representantes da Comissão acompanharam reivindicações e denúncias de várias entidades e movimentos sociais do município e receberam também cartas e documentos. 
 
Antonia Urrejola e Marisol Blanchard não falaram com a imprensa e conforme a assessoria da CIDH, uma coletiva será realizada no Rio de Janeiro (RJ) no dia 12 de novembro, quando se encerra a missão do grupo no país.
 
Além de Mato Grosso do Sul, a delegação da Comissão Interamericana visita os Estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo, além de Brasília (DF).
A força-tarefa começou na segunda-feira e o objetivo é observar em campo a situação dos direitos humanos no Brasil.
 
Entre as áreas que serão analisadas estão discriminação, desigualdade, pobreza, institucionalidade democrática e políticas públicas em direitos humanos. A situação das pessoas afrodescendentes e quilombolas, comunidades e povos indígenas, camponeses e trabalhadores rurais, além da população urbana em situação de pobreza, defensoras e defensores de direitos humanos; pessoas privadas da liberdade; migrantes, entre outros, receberão atenção particular da delegação.
 
A CIDH não visitava o Brasil desde 1995 e as ações ocorrem após convite do governo brasileiro.

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