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Indústria: Alta do juro compromete crescimento econômico

15 setembro 2004 - 22h37

A elevação do juro básico da economia para 16,25% ao ano, segundo decisão hoje do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, compromete o crescimento econômico do país na avaliação do setor industrial. "A tendência natural já era de crescimento mais moderado daqui para a frente. Nestas circunstâncias, a decisão de elevar o juro fere o crescimento no seu flanco mais frágil: o mercado doméstico", divulgou o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Horacio Lafer Piva, por meio de comunicado. Para a Fiesp, "todos entenderão o aumento do juro como o primeiro movimento de uma série". "Não se sabe onde os juros vão parar. Não se sabe como a demanda vai se comportar nos próximos meses, nem tampouco a probabilidade de alguém continuar empregado ou encontrar um emprego. A conseqüência de tamanha incerteza pode ser um pé no freio nos planos de consumo e de investimento", afirmou. A conseqüência, segundo Piva, será a reversão, para baixo, das expectativas de setores que começaram a dar sinais de recuperação há poucos meses, como os de construção civil, de serviços e segmentos da alimentação. O presidente eleito da Fiesp, Paulo Skaf, também criticou a decisão do Copom. "Notícias como esta só comprovam que no Brasil nós temos a autoridade monetária e nos falta a autoridade produtiva que se preocupe com quem trabalha", afirmou em nota. Skaf assume a presidência da Fiesp no próximo dia 27. CNI O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, considerou equivocada e "excessivamente conservadora" a iniciativa do Copom. Na avaliação dele, as pressões inflacionárias não são generalizadas para justificar um aumento do juro. "É uma medida equivocada. O que seria perfeitamente previsível era a manutenção da taxa de juros, que já é excessivamente elevada e que, portanto, não favorece movimentos especulativos e de retenção de estoque porque já é uma taxa punitiva", afirmou. "A alta do juro é danosa à produção e ao investimento e a CNI lamenta esta decisão. O diagnóstico de inflação de demanda que conduziu à decisão de alta dos juros é equivocado e contrapõe-se à percepção de necessidade de ampliação da oferta por meio do aumento do investimento. Mesmo reconhecendo que o crescimento de 2004 já está praticamente dado, a elevação dos juros terá impactos no ritmo de crescimento da economia em 2005", acrescentou. Firjan Para a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a decisão do Copom desestimula "a necessária retomada do investimento produtivo, pré-condição para a continuidade do processo de crescimento a médio prazo". "O retorno rápido a uma trajetória de queda dos juros e a remoção dos demais obstáculos ao investimento são cruciais para sustentar o crescimento", divulgou.

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