Por determinação da Justiça Federal, o núcleo de Dourados da Funai fez nesta semana a transferência das 11 famílias indígenas, aproximadamente 50 pessoas, que estavam vivendo há mais de dois anos em condições subumanas embaixo da ponte sobre o Rio Dourados na BR-463, rodovia que liga Dourados a Ponta Porã. Elas foram levadas para a Aldeia Jarará em Juti. O grupo é comandado pelos caciques Carlito de Oliveira e Renato de Souza.
Os índios ficaram desaldeados depois de terem abandonado a Reserva Indígena de Dourados devido a conflitos políticos com o capitão da Aldeia Jaguapiru, Ramão Machado. Depois de muito tempo morando embaixo da ponte, chegaram a ser levados para a Aldeia Lima Campo em Ponta Porã, mas também abandonaram o local por conta de disputas internas pelo poder.
Segundo a Funai, o caso vinha sendo mantido em sigilo absoluto para garantir que as negociações entre os índios e a instituição para as transferência não tivessem interferência de terceiros, já que a questão indígena é tensa na região sul do Estado por causa da ocupação de uma área de colonos no Panambi e da ameaça dos índios em ocuparem a Fazenda Santa Claudina em Caarapó de propriedade do deputado estadual José Teixeira (PFL).
O grupo indígena liderado por Carlito de Oliveira e Renato de Souza também está envolvido em problemas judiciais por causa de ocupação de terras na região. Ano passado eles invadiram em duas oportunidades a Fazenda El Shadai em Ponta Porã. As polícias Federal e Rodoviária Federal precisaram intervir e Carlito chegou a ser detido por desacato a autoridade.
O chefe do núcleo da Funai em Dourados, Jonas Rosa, disse que prevaleceu o bom senso entre as duas partes para garantir a transferência do grupo de Carlito e Renato para Juti. “Esse foi mais um problema que conseguimos solucionar, apesar de muitos pensarem o contrário. O nosso objetivo que é o resguardar os nossos irmãos índios tem surtido efeito, principalmente quando existe interesse das partes em resolvê-los”, afirmou Jonas Rosa.
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