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Índios invadem mais duas fazendas em Iguatemi

29 dezembro 2003 - 14h55

Índios brasileiros e paraguaios estão invadindo fazendas no Mato Grosso do Sul desde a semana passada. Mais duas propriedades rurais foram tomadas por quase de 3 mil guaranis-kaiowás, segundo a Polícia Militar da cidade de Iguatemi, na divisa com o Paraguai. De caras pintadas, armados principalmente com arcos, flechas e tacapes, gritando palavras em idioma nativo, eles obrigaram os ocupantes dos imóveis rurais a saírem correndo com a roupa do corpo, deixando tudo para trás. A primeira invasão aconteceu no dia 22 na Fazenda São Jorge, antiga Agrolak. As últimas ocorreram ontem na Fazenda Paloma e hoje de madrugada na Fazenda Mato Sujo, todas situadas em Iguatemi.Outros cerca de 2 mil índios do Paraguai montaram acampamentos nas principais entradas das fazendas São Pedro, Chaparrol, Remanso, Indianópolis e Princesa do Sul, todas em Iguatemi, onde realizam rituais de guerra, antes das invasões marcadas para esta semana. Os imóveis estão em uma área de 9.400 hectares, que segundo levantamento feito pelo antropólogo da Funai (Fundação Nacional do Índio) Fábio Moura é terra indígena. A única fazenda ocupada por índios brasileiros é a Agrolac. São mais de mil membros da Aldeia Porto Lindo, que faz divisa com o imóvel.O advogado da fazenda Agrolak, Osmar Silva, disse que a Justiça Federal ainda não concedeu a reintegração de posse. No sábado vencia o ultimato dado pelos índios para que o dono da área desocupasse a fazenda, com a retirada de objetos, funcionários e gado. Os índios prometiam soltar as cerca de 2 mil cabeças de gado na estrada, caso o dono não atendesse o ultimato. Nada acabou sendo feito, segundo informam o advogado e o administrador da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Amambai, Wiliam Rodrigues. Um funcionário do órgão está desde sábado na fazenda. Os funcionários foram obrigados a deixar a sede e os índios invadiram a sede, destruindo inclusive a residência do capataz da fazenda. O proprietário da fazenda, Pedro Fernandes Souza, contou que o caso foi registrado na Polícia Civil, e a Polícia Federal de Naviraí foi acionada para negociar a saída dos indígenas. A fazenda Agrolak foi comprada há dois anos e meio pele fazendeiro, que disse criar 2,6 mil cabeças de gado, numa área de 1.698 hectares.  

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