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Indígenas deverão reforçar “Abril vermelho” em MS

08 abril 2004 - 16h58

Depois dos trabalhadores rurais sem-terra, os fazendeiros temem a ação dos índios neste mês, já chamado de “abril vermelho” pelos movimentos sociais. Eles estariam prontos para ocupar áreas reivindicadas para protestar contra a inércia do Governo e do Poder Judiciário na demarcação das reservas indígenas. Os pontos de novos conflitos indígenas são iminentes em Miranda e Dourados. De 1997 a este ano, os índios promoveram 53 invasões de fazendas e sítios no Estado, segundo levantamento do Movimento Nacional dos Produtores (MNP). E o pior, eles continuam acampados em 21 áreas, cujos mandados de reintegração de posse não foram cumpridos pela Polícia Federal ou foram derrubados pelo Tribunal Regional Federal (TRF). Mas a ação dos índios vem se tornando mais agressiva nos últimos anos. Imitando o MST, eles iniciaram as ocupações em 19 de abril de 1998, quando invadiram cinco chácaras em Paranhos, para reivindicar a demarcação da região de Potrero Guaçu, que soma 4 mil hectares. No ano passado, foram 15 invasões de propriedades rurais feitas pelos índios, que centralizaram os focos de conflito em Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti e Ponta Porã. Este ano, eles já invadiram 14 propriedades em três meses, sendo que a maioria ocorreu em Japorã. Mas o movimento promete crescer ainda mais porque nenhuma área foi demarcada ainda na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), considerado aliado pelos indígenas. O presidente só oficializou áreas demarcadas em outros governos. Neste mês o ponto principal será Panambizinho, onde 38 produtores rurais lutam para não deixar suas terras sem indenização. Eles e 350 índios brigam pela área, reconhecida como indígena em 1995 pelo ministro da Justiça Nelson Jobim. Mas os produtores exigem outra área e indenização pelas benfeitorias. O prazo para a desocupação vence este mês, mas o governo ainda não tem dinheiro para indenizar os colonos. Os índios já avisaram que vão ocupar a área a força e os produtores prometem resistir. Eles até contrataram seguranças para vigiar as propriedades e garantir o plantio da safra de inverno. Outros pontos podem surgir, como uma área de 17 mil hectares reivindicados pelos índios em Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, cujo parecer ainda não foi emitido pela Justiça Federal. Outra área é Miranda, onde os índios reivindicam 32 mil hectares.  

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