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Índice de desemprego sobe a 14,5% em fevereiro, aponta Dieese

27 março 2008 - 06h40

O percentual de trabalhadores desempregados subiu de 14,2% para 14,5%, de janeiro para fevereiro deste ano. A alta foi constatada na Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada hoje (26) pelo Departamento Intersindical de Estáticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
Segundo o estudo, realizado em seis regiões metropolitanas – Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo –, em fevereiro o número de desempregados aumentou em 50 mil, totalizando 2,8 milhões entre as 19,7 milhões de pessoas consideradas economicamente ativas.
Apesar do resultado, o coordenador de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira, considerou normal o crescimento do desemprego. “A alta é absolutamente compreensível, faz parte de um movimento sazonal”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil. “Esperávamos até um aumento maior, que não aconteceu devido à manutenção do aquecimento da economia", acrescentou.
Oliveira considerou surpreendente a estabilidade no nível de ocupação em locais como São Paulo, onde não houve nem aumento nem queda no desemprego no mês passado: “Na região do ABC [Grande São Paulo], a indústria contratou. Isso compensou a queda no emprego em outros setores.”
São Paulo foi a região que apresentou o melhor resultado no levantamento. Salvador, registrou a maior elevação, de 5,6%, seguida pelo Distrito Federal (4,1%) e por Recife (3,8%).
Ainda de acordo com a pesquisa, na média de todas as regiões, o setor da construção civil foi o que mais cortou postos de trabalho – 40 mil vagas em fevereiro, com queda de 4,1%. Serviços e indústria tiveram resultado relativamente estável. Já o comércio abriu 29 mil postos de trabalho, aumentando em 1% o número de empregados. “Nesta época, o comércio sempre demite. A alta mostra que o setor está aquecido”, disse Oliveira.
"Se não tivermos nenhuma mudança nos rumos da economia, teremos um 2008 ainda melhor que 2007, que já foi bom. A redução no crédito e a crise internacional podem afetar o emprego no país, mas até agora todos os resultados deste ano são melhores do que os do ano passado”, completou.

Nos últimos 12 meses, segundo o Dieese, a taxa de desemprego medida nas mesmas seis regiões metropolitanas caiu de 15,9% para 14,5%, o equivalente a 9,6%. Só a construção civil aumentou em 14,3% o seu número de empregados, ao contratar 117 mil pessoas.

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