Menu
Busca sexta, 23 de abril de 2021
(67) 99257-3397

Índias da aldeia Jaguapiru aprendem tricô e crochê

07 outubro 2005 - 11h51

O curso de artes manuais que acontece toda quinta-feira na Aldeia Jaguapiru, no Núcleo de Atividades Múltiplas da Unigran (NAM), é uma das atividades de extensão que mais agrada as mulheres indígenas da Reserva de Dourados. Ensinando tricô, crochê e bordado, as instrutoras Joselita Mendes Bezerra, empresária que participa do projeto desde 2001, e a professora Lúcia Eugênia Pittas Martini, que é também orientadora de acadêmicos de Pedagogia na Brinquedoteca do NAM, elogiam as alunas. “Elas fazem o trabalho com muita responsabilidade, chega a nos surpreender”, disse Lúcia Eugênia.O curso tem hoje 32 alunas matriculadas. São moças e senhoras elogiadas pela dedicação e interesse de ocupar o tempo de forma produtiva. Elas desenvolvem muita habilidade no manuseio das agulhas e acabam criando artigos diferenciados. As peças que elas fazem vestem bebês e crianças, adornam móveis, e ainda melhoram a renda mensal de várias artesãs. Além disso, a convivência com as professoras e colegas transforma o trabalho em diversão. “Eu gosto muito desse trabalho, com ele, eu não só aprendo, mas também vendo e garanto um lucro no final”, disse a índia terena Érika Cristiane Gabriel, de 19 anos, que está se especializando em bordados. A acadêmica de Psicologia Jucerlene de Oliveira Teixeira, coordenadora da “Amigo do Índio” (AmI), OSCIP que organiza e promove as atividades de apoio sócio-econômico e cultural no Núcleo da Unigran nas Aldeias Jaguapiru e Bororó, acrescenta que são alunas que escolhem o que querem aprender.Além dos cursos de artes manuais, a Unigran e a AmI desenvolvem outras ações no NAM. Também às quintas-feiras, estagiárias do curso de Psicologia estão realizando atendimentos psicopedagógicos. A atenção é para crianças da comunidade que tenham dificuldades de aprendizado na escola, especialmente, alunos de 1º e 2º séries do Ensino Fundamental. Nesse trabalho, a brincadeira é um recurso terapêutico para melhorar o desempenho das crianças indígenas em sala de aula. “Juntamos trabalho com diversão. É muito gratificante poder ajudar as crianças daqui. A gente percebe a mudança e o interesse delas logo no começo”, comenta Jucerlene.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Jovem morre em acidente envolvendo moto e caminhão na MS-164
FRONTEIRA
Jovem morre em acidente envolvendo moto e caminhão na MS-164
O QUE DIZ A CIÊNCIA
Veja 10 razões que indicam que o coronavírus é transmissível pelo ar
CAPITAL
Preso sexto envolvido na execução de homem encontrado com tiro na nuca
Presidente da Assomasul vai a Brasília e se encontra com Azambuja 
REGIÃO
Presidente da Assomasul vai a Brasília e se encontra com Azambuja 
Proprietários rurais de MS são orientados sobre prevenção aos incêndios 
OPERAÇÃO `PROLEPSE
Proprietários rurais de MS são orientados sobre prevenção aos incêndios 
DOURADOS
Prefeitura inicia pavimentação asfáltica no Jardim das Primaveras
ANDERCI
Namorado diz que roubava com professora morta para comprar cocaína
GERAL
Ciclista sul-mato-grossense de 16 anos é contratado por equipe portuguesa
MEIO AMBIENTE
Ambiental recolhe 4 filhotes de coruja de forro de residência em reforma
EDUCAÇÃO
UEMS divulga 3ª convocação para matrículas de 22 a 26 de abril

Mais Lidas

DOURADOS
Grupo receberia comissão se conseguisse negociar carga de maconha no Água Boa
DOURADOS
Jovem confessa 18 tiros, mas diz que idoso morreu antes por enforcamento
IVINHEMA
Polícia encontra mais de 800kg de maconha em casa alugada para o tráfico
DOURADOS
Ladrão invade alojamento do Hospital da Vida e leva pertences de enfermeiras