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Incra constata venda de 307 lotes em 20 dias

28 outubro 2004 - 16h26

Em apenas 20 dias o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária) constatou a venda irregular de 307 lotes entregues a trabalhadores rurais sem-terra através da reforma agrária em Mato Grosso do Sul, conforme novo balanço do órgão. Em oito de outubro reportagem publicada pelo MidiamaxNews denunciava a venda de 923 lotes de assentamentos do Estado somente em 2004. O número saltou para 1.230 lotes comercializados este ano, depois de investigadas 5.788 famílias desde julho de 2003. No mesmo período, 230 lotes distribuídos em 30 assentamentos foram devolvidos ao Incra, o que corresponderia, conforme o órgão, a uma grande fazenda com extensão de 2,5 a 3 mil hectares. Do total de reintegrações, 52 foram realizadas somente nos últimos 20 dias e todos os lotes serão redirecionados para assentar novas famílias. Das terras negociadas, 48 lotes eram dos assentamentos Boa Sorte e Tamacavi, localizados em Itaquiraí, a 406 quilômetros da Capital e ainda, 17 lotes eram da Fazenda Santa Clara, em Bataguassu. Conforme o Incra, a maior parte das vendas é atribuída a famílias ligadas a Fetagri (Federação dos Trabalhadores da Agricultura), seguida dos movimentos MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra) e CUT (Central Única dos Trabalhadores). Os números comprovam o livre comércio das terras desapropriadas e também compradas pelo governo federal para fins de reforma agrária. A última grande aquisição da União por exemplo - a Fazenda Itamaraty, em Ponta Porã - custou R$ 165 milhões aos cofres públicos, com o objetivo de assentar 2.048 famílias em seus 24,5 mil hectares. Os lotes reintegrados constituem áreas de 15 a 29 hectares e as constatações foram feitas por três equipes do Incra que percorrem os assentamentos em todo o Estado. A averiguação foi feita a partir de denúncias dos próprios movimentos. Somente este ano o Incra afirma ter recebido mais de oito mil denúncias. Um dos casos mais graves aconteceu na região de Sidrolândia, onde foi constatada a venda de 90% dos 238 lotes do assentamento Jibóia, criado em 1992. Caso parecido aconteceu também no assentamento Casa Verde, em Nova Andradina e em diversos outros. A providência do órgão é intensificar as vistorias e desta forma combater a compra e venda de lotes no Estado.  

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