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Incompetência e egoísmo marcaram cúpula do clima, diz Minc

19 dezembro 2009 - 15h53

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que "incompetência e egoísmo" marcaram a cúpula do clima de Copenhague, encerrada neste sábado sem concordância sequer sobre um acordo generalista que foi apresentado à plenária do encontro ontem (18) pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O acordo será colocado em vigor "imediatamente", conforme o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, porém o fato de cinco países terem votado contra tornou seu cumprimento não obrigatório.
Em entrevista à Globonews, Minc afirmou que, com o fracasso da cúpula, o mundo "perdeu uma grande oportunidade", mas ressaltou terem ocorrido "vários avanços" antes da reunião que, se efetivados, ainda podem ter efeito positivo sobre as mudanças climáticas. "O que foi posto na mesa não vai ser tirado. [...] Nós, no Brasil, a partir de segunda, vamos nos reunir com empresários, fazer cronogramas", afirmou o ministro no sentido de cumprir a meta de cortar as emissões de CO2 no Brasil de 36% a 39% do volume para 2020.
Pelas regras da ONU (Organização das Nações Unidas), um acordo precisa de unanimidade para vigorar. Neste caso, no entanto, essa unanimidade exigia a conciliação de interesses de países exportadores de petróleo com os de ilhas tropicais preocupadas com as elevações do nível do mar --o que, afinal, se mostrou impossível.
Ontem, durante todo o dia, os chefes de Estado realizaram reuniões para tentar chegar a um acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encarnou o papel de mediador entre os ricos e os emergentes. Ao final do dia, após uma série de reuniões, Lula mediou o encontro entre os gigantes poluidores, EUA e China, além de Índia e África do Sul. Os cinco países elaboraram um texto final e, em seguida, seus líderes deixaram Copenhague.
O acordo pré-aprovado --que Obama definiu como "insuficiente"-- trazia como metas limitar o aquecimento global a 2ºC e criar um fundo que destinaria US$ 100 bilhões todos os anos para o combate à mudança climática --sem nenhuma palavra sobre metas para corte em emissões de CO2, a grande expectativa da cúpula, que era pra ser a maior do século.
Na madrugada, o diálogo só piorou. O texto pré-aprovado foi barrado por Tuvalu, Venezuela, Bolívia, Cuba e Sudão. Houve intensos debates. Delegações disseram que o impasse estava próximo do da rodada Doha. Um delegado sudanês comparou a política dos países ricos ao Holocausto, dizendo que o aquecimento global está matando gente na África.
Já neste sábado, o presidente da Conferência, o primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen, fez uma pausa de algumas horas na sessão, para consultar com os advogados uma possível saída. O meio encontrado foi a "tomada de nota", instrumento pelo qual o texto pode ser aplicado, porém não é de cumprimento obrigatório.
Já ontem, diante do inevitável fiasco de Copenhague, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, convocou uma nova reunião para Bonn, na Alemanha, em junho. A próxima COP está marcada para dezembro de 2010 no México.

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