O governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Educação (SED), realiza, de amanhã até a próxima sexta-feira, dia 08 de dezembro, em Campo Grande, o 2º Seminário do Programa Saberes da Terra. O encontro é voltado para os 52 profissionais que atuam no programa, entre professores/professoras, educadoras/educadores para a qualificação profissional e coordenadores(as) pedagógicos.
O Saberes da Terra é uma proposta implantada pelo governo federal para garantir à comunidade rural do País a conclusão do ensino fundamental, de 1ª a 8ª série, além de dar qualificação profissional, potencializando as atividades econômicas desenvolvidas em cada região.
O programa é uma parceira do Ministério da Educação (MEC), do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com demais secretarias de estado de Educação, universidades, municípios, entidades ligadas à Educação no Campo e movimentos sociais. Além de Mato Grosso do Sul, participam do Saberes da Terra outros 11 estados (Bahia, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Rondônia, Tocantins, Pará, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina), com atendimento total de 5.060 estudantes.
Em Mato Grosso do Sul estão inscritas 370 pessoas – 23% superior à meta estipulada pelo MEC, de 300. De acordo com a gestora de Educação no Campo da SED, Ivone Nemer de Arruda, o número excedente já estava previsto para cada turma. Para implantação do programa no Estado, o governo federal repassou R$ 600 mil.
Ao todo, foram formadas 14 turmas – em Anastácio (no assentamento São Manoel), Bodoquena (na fazenda Boca da Onça), Itaquiraí (assentamento Santa Rosa), Dourados (duas turmas na aldeia Bororo), Corumbá (duas turmas para os trabalhadores do transporte fluvial e uma na aldeia Guató), Ponta Porã (duas turmas no assentamento Itamarati I e uma no Itamarati II), Sidrolândia (no assentamento Jibóia) e Nioaque (no assentamento Andalúcia e colônia Conceição).
Com uma carga horária de 3.200 horas e duração de dois anos, o Saberes da Terra é desenvolvido pela modalidade de ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em regime de alternância, respeitando a peculiaridade de cada região e a atividade profissional dos/das estudantes. “A comunidade decide o melhor momento para que sejam feitas as aulas. Isso faz com que existam vários calendários escolares”, explica Ivone. “Um exemplo é o caso dos trabalhadores do transporte fluvial, que às vezes passam mais de duas semanas fora. Para eles haverá até atendimento individual e uma maior intensificação nos estudos durante a Piracema."
O eixo de estudos para a qualificação profissional abrange a agricultura familiar, o desenvolvimento sustentável, sistemas de produção, economia solidária e cidadania. Entre as atividades se destacam a lavoura, pecuária, extrativismo, agroindústria, aqüicultura e turismo.
Serviço
Nos dias 5 (terça-feira) e 6 (quarta-feira) o seminário será no Hotel Internacional, na rua Alan Kardec, 223, e nos dias 7 e 8, será no Auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc).
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