A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (SDA) e o Idaterra (Instituto do Desenvolvimento Agrário, Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) estão buscando apoio do Exército, Corpo de Bombeiros, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal de Vegetal) e secretarias municipais para controlar a doença “seca da mangueira”, que afeta as áreas urbana e rural de Aquidauana e Anastácio. A coordenadora-técnica municipal do Idaterra, Simone Rodrigues Pereira, informou que a doença teve início há mais de 10 anos na região. “Nada foi feito para ser controlada. Hoje, milhares de mangueiras estão infectadas. Em cada seis meses, a doença se espalha duas vezes mais. São mangueiras antigas e que devem ser eliminadas urgentemente”, afirma.Segundo Simone, não basta apenas o corte da árvore. Ela deve ser queimada por inteiro. A principal dificuldade está na viabilização de pessoas capacitadas e materiais para fazer o corte. Além disso, são necessários caminhões caçambas para o transporte das árvores até o local onde serão queimadas. O trabalho de controle deve ser realizado o quanto antes, ou então, em dois anos é possível que todas as mangueiras estejam infectadas pela doença, alerta Simone.O problema é sério porque a comercialização de manga complementa a renda nas aldeias indígenas de Aquidauana e Anastácio. “Cada pessoa precisa cuidar do pé de manga do seu quintal. É extremamente importante a conscientização de que a mangueira não serve apenas para dar sombra, mas é do fruto da árvore que muitas pessoas vivem”, diz Simone.Orientação - A SDA/Idaterra está preparando um material com orientações técnicas sobre o controle da doença que deve ser distribuído até o início de novembro aos agricultores. Está prevista também a realização de um Dia de Campo, com demonstrações de como diagnosticar e controlar a doença.De acordo com Simone, os cuidados com a sanidade do pomar, em relação a esse fungo, devem ser preventivos e em conjunto. Para isso, os agricultores da região precisarão implantar as práticas sugeridas no material que está sendo produzido pelo pesquisador de fruticultura da SDA/Idaterra, Márcio Sandrini.
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