A segunda fase do projeto Viva Menina, executado pelo IBISS-CO (Instituto Brasileiro pró-Sociedade Saudável do Centro-Oeste), será lançada na próxima terça-feira, às 18 horas, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado na rua 26 de Agosto, 453, em Campo Grande. Na ocasião, haverá apresentações culturais como dança típica terena e esquete teatral. Também será lançada a segunda edição da revista Conversação, que traz como tema a educação sexual. A revista contém artigos, entrevistas e reportagem que são resultados da primeira fase do projeto. O objetivo é dividir com o leitor uma gama importante quanto aos direitos sexuais.Essa também é a proposta do projeto Viva Menina, que propicia conhecimento sobre direitos sexuais e reprodutivos a adolescentes de 11 a 19 anos, incentivando assim a organização de forma consciente dos direitos humanos. O projeto é realizado desde junho de 2005 e atende meninas da comunidade negra São Benedito (Tia Eva), Aldeias Urbanas Marçal de Souza Tupã Y e Água Bonita, Escola Família Agrícola, meninas em situação de exploração sexual e meninas vivendo e convivendo com HIV/Aids. Segundo a coordenadora do Viva Menina, Lidiane Kasiorowski, o aprendizado acontece através de oficinas em que se constroem temas envolvendo a educação sexual. “No começo havia resistência, por que elas achavam que ia ser uma aula, mas quando perceberam que participariam do processo, que ajudariam a construir, começaram a gostar e a chamar as amigas para integrar o grupo”, afirma. Com oficinas semanais, o projeto atende em média 85 meninas, que fazem avaliação das atividades e escolhem os temas que serão abordados. Lidiane explica que cada grupo interage de forma diferente. “Cada um trabalha com sua realidade, a seu tempo, não temos uma ordem cronológica”, frisa. A coordenadora diz ainda que o projeto provocou impacto nas comunidades onde é realizado, já que como tarefa as meninas tem de passar o conhecimento para pelo menos uma pessoa. Muitas acabam ensinando para as mães sobre sexualidade. As meninas recebem também aulas de arte-educação, que complementam o aprendizado. “Elas trabalham auto-estima, e obtém mais facilidade na comunicação. Estão mais soltas, e conversam mais”, afirma o arte-educador Fernando Cruz. O Viva Menina desenvolve o protagonismo e prepara o público alvo para as adversidades sexuais. Nesse aspecto, pretende despertar e estimular a capacidade das jovens de se mobilizar e de se organizar mediante políticas públicas para a juventude feminina. Além de oficinas temáticas, o projeto realiza reuniões, debates, visitas de cidadania e visitas domiciliares
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