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Hospital britânico testa genética contra cegueira

02 maio 2007 - 12h45

Um hospital britânico realizou a primeira tentativa de tratamento genético, considerado revolucionário, contra a cegueira. Uma equipe de cirurgiões do Moorsfield Eye Hospital, de Londres, operou um jovem nascido com um raro problema ocular conhecido como amaurose congênita de Leber (LCA), que piora com o passar dos anos, segundo a edição de hoje do jornal The Times. Os médicos inseriram genes em um dos olhos de Robert Johnson, 23 anos, que só via os contornos das coisas à luz do dia e quase nada durante a noite. Johnson é um dos doze pacientes selecionados para o primeiro teste clínico do novo tratamento, que já demonstrou sucesso em cachorros. No entanto, transcorrerão alguns meses até que os pesquisadores saibam se sua primeira operação em humanos foi um sucesso.

Em caso positivo, acredita-se que o tratamento poderá ser utilizado futuramente para tratar diferentes problemas hereditários da visão tanto em adultos como em crianças. A LCA se deve a um defeito em um gene conhecido como RPE65, que impede o funcionamento correto da camada de células sensíveis à luz na retina. Normalmente, essas células detectam a luz, mas no caso do paciente tratado, elas estão danificadas, impedindo uma boa visão.

A operação, desenvolvida por cientistas do University College de Londres, consiste em injetar cópias saudáveis do gene defeituoso na parte posterior do olho. Os cirurgiões utilizaram um vírus inócuo para levar o gene em questão até as células danificadas. Nos experimentos realizados em animais, a visão dos cachorros com o problema foi recuperada até o ponto de eles demonstrarem ser capazes de caminhar por um labirinto sem dificuldades, o que não podiam fazer antes.

O professor Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia, que trabalhou quinze anos com outros colegas no desenvolvimento do tratamento, e seu colega James Bainbridge, que realizou a cirurgia, não estão totalmente convencidos de que o experimento tenha sucesso. No entanto, segundo Bainbridge, "é muito encorajador poder transportar genes até uma parte tão frágil do olho sem complicações".

Segundo o professor Ali, há muitos tipos de degeneração da retina, o que significa que os tratamentos genéticos devem ser adequados separadamente a cada um deles, mas os resultados obtidos no primeiro teste em humanos podem constituir uma base importante para tratamentos futuros.


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