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Hospitais obrigam doentes a conseguirem doador de sangue

17 setembro 2004 - 21h41

Pacientes que são operados em hospitais de Campo Grande estão sendo obrigados a conseguir doadores para os bancos de sangue das instituições. A situação acontece há anos, mas, sem saber como agir diante da situação de enfermidade, doentes e familiares aceitam a determinação dos médicos. Familiares recorrem a escolas, quartéis militares e a amigos para tentar conseguir os doadores. “No último mês tive que conseguir 18 doadores para fazer três cirurgias”, revela o técnico em informática Verato Delanora, 40 anos. Há cerca de 30 dias, Verato foi atropelado por um caminhão e teve diversos ossos fraturados. Ele está internado na Santa Casa de Campo Grande. “Tive de passar por cinco cirurgias. Em três delas os médicos pediram para eu arranjar doadores de sangue”, relata. Ao saber da exigência do hospital, a esposa de Verato, Célia Delanora, começou a peregrinação para conseguir pessoas dispostas a doarem sangue ao banco da Santa Casa. “Minha esposa começou a ligar para meus amigos e parentes. Precisei de seis doadores por cirurgia. Às duas primeiras eles não me pediram, mas nas últimas sim”, conta o técnico. Outro que passou por situação parecida foi o sargento da Base Aérea de Campo Grande, Paulo Cruz. No mês passado, um parente do militar esteve internado no HU (Hospital Universitário) e precisou de bolsas de sangue para passar por intervenção cirúrgica. “Os médicos pediram 20 doadores. Conseguimos cinco e teve de ser assim mesmo”, afirma. Paulo Cruz diz que, ao saber da quantidade de pessoas que deveriam doar sangue, ficou espantado e foi conversar com os médicos. “Falei pra eles que tinha cinco pessoas para doar e que não era obrigado a arranjar mais. Então eles operaram”. As dificuldades para conseguir doadores de sangue para pacientes que passam por cirurgias em hospitais de Campo Grande fazem com que diversas pessoas solicitem a ajuda de quartéis militares. Médicos de várias unidades de saúde da cidade obrigam pacientes a encontrar doadores de sangue para que as cirurgias sejam realizadas. Um lugar usualmente procurado pelos familiares é a Base Aérea de Campo Grande. Conforme a assessoria de imprensa do local, ao menos uma pessoa por semana procura militares doadores de sangue. Na maioria das vezes é gente vinda do interior do Estado e sem parentes na Capital. A assessoria revela que algumas vezes pessoas pedem mais de 30 doadores para repor o estoque de sangue dos hospitais. Quando requisitados, entre cinco e dez militares da Base se dispõem a doar.

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