Menu
Busca segunda, 25 de janeiro de 2021
(67) 99257-3397

Horário de Verão exige cuidado redobrado com o sol

27 outubro 2003 - 09h51

O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): a chegada do horário de verão exige ainda mais cuidados com a exposição ao sol. Por conta do adiantamento do relógio as pessoas confundem os horários e acabam relaxando em tomar medidas de proteção por acharem que o sol está mais fraco. Por isso, de acordo com o presidente da SBD, Marcio Rutowitsch, o sol agora deve ser evitado entre 10 e 16 horas. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estão previstos 82.155 novos casos de câncer de pele no Brasil este ano. Mas reverter esse quadro é possível e a receita é cautela: pesquisa realizada pela SBD, em todo o país, no ano passado, indica que se os cuidados forem tomados até os 18 anos de idade, as chances de desenvolver a doença são reduzidas em até 85%. Os tipos de câncer de pele não melanoma são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, mais comuns em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. O primeiro caso é o tipo mais freqüente, que representa 70% dos casos. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de neoplasia de pele. Pode se disseminar por meio de gânglios e provocar metástase. Entre suas causas mais comuns estão a exposição prolongada ao sol, sem proteção adequada, tabagismo, exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão e alterações na imunidade. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo. No entanto, segundo o presidente da SBD, apesar das altas taxas de incidência, o câncer de pele não melanoma apresenta altos índices de cura devido à facilidade do diagnóstico precoce. Já o melanoma, que é o câncer de pele maligno com alto potencial de produzir metástase, pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. É causado por fatores genéticos, mas pode ser desencadeado pela exposição inadequada ao sol, mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. A maior incidência de neoplasias de pele se dá na região da cabeça e do pescoço, locais de exposição direta dos raios solares. O presidente da SBD destaca que é preciso observar se há na pele sinais de lesões e procurar imediatamente um dermatologista nesses casos. Os sinais que podem indicar câncer de pele são visíveis: manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram, feridas que não cicatrizam em quatro semanas e sinais que apresentam alterações na cor, textura, tamanho, espessura ou contorno. Os especialistas alertam para a necessidade de rever também o uso do protetor solar. De acordo com pesquisa realizada pela SBD em 2002, os cremes protetores amenizam alguns efeitos nocivos do sol, como as queimaduras, dando uma falsa sensação de segurança. Os filtros solares protegem dos raios, mas não foram criados para prolongar o tempo de exposição ao sol. Isso significa que todos os filtros solares devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição e reaplicados a cada

Deixe seu Comentário

Leia Também

ESPORTE
Decisão do título da Série B fica em aberto, após tropeço da Chape
IMUNIZAÇÃO
Anvisa envia ao STF informações sobre uso emergencial da Sputnik V
VERBA
No primeiro ano do Nota MS Premiada, repasses a municípios cresceram 10%
ECONOMIA
Falta de insumos atinge metade das indústrias da construção, diz CNI
ECONOMIA
Estados arrecadaram 2,14% a mais em 2020, diz ministério
ZONA RURAL
Durante temporal, 17 cabeças de gado morrem eletrocutadas em cidade de MS
REGIÃO
Secretaria estuda reativação da escola agrícola em assentamento de Rio Brilhante
CULTURA
Cantora de Dourados lança novo clipe em plataformas digitais 
OPINIÃO
Sem segunda dose aos "fura-fila"
PANDEMIA
Mortes por Covid-19 chegam a 217,6 mil no Brasil

Mais Lidas

TRAGÉDIA
Vídeo mostra momento exato de acidente com vítima fatal em Dourados
DOURADOS
Motorista envolvido em acidente fatal relata bebida ao depor e é liberado 
TRAGÉDIA
Segundo acidente de trânsito com vítima fatal é registrado em Dourados
DOURADOS
Motociclista que morreu após colisão em cruzamento invadiu via preferencial