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Herzog: Exército diz que nota sobre o caso não foi apropriada

19 outubro 2004 - 19h44

O Exército brasileiro voltou atrás hoje sobre o comentário feito após a divulgação das fotos da morte do jornalista Vladimir Herzog pelo jornal Correio Braziliense no último domingo. A nova nota, assinada pelo general Francisco Roberto de Albuquerque, comandante do Exército, afirma que a forma na qual o assunto foi abordado pela sua assessoria no último domingo não foi "apropriada e condizente com o momento histórico". A primeira nota dizia que, na época da morte de Herzog, "o Exército brasileiro, obedecendo ao clamor popular, integrou, juntamente com as demais Forças Armadas, a Polícia Federal e as polícias militares e civis estaduais, uma força de pacificação que logrou retomar o Brasil à normalidade". O texto também enfatizava que não havia documentos históricos que comprovassem mortes ocorridas durante as operações do Exército. A postura do texto indignou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cobrou uma atitude do ministro da Defesa, José Viegas. De acordo com a Rádio CBN-RJ, a nova nota afirma que somente uma ausência de discussão interna sobre o assunto pode ter sido responsável pela divulgação de uma nota "não condizente com o momento histórico". "O Exército também não quer ficar reavivando traumas da sociedade brasileira", garante o comandante Francisco Albuquerque. No último domingo, o jornal Correio Braziliense publicou duas fotos que supostamente seriam do jornalista Vladimir Herzog ainda vivo nas dependências do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, do Exército (DOI-Codi), em São Paulo. Até então, a única foto disponível mostrava Herzog enforcado em uma janela de sua cela. A versão oficial da morte de Herzog, divulgada no dia seguinte pelo aparato de repressão, afirmava que o jornalista cometera suicídio. A nova nota oficial também lembra que a morte de Vladimir Herzog foi um dos fatos que levou ao afastamento do comandante militar do 2º Exército em 1975, Ednardo Dávila Mello, por determinação do presidente Ernesto Geisel. O general Albuquerque também ressaltou que o Exército Brasileiro é uma instituição que luta pela consolidação da democracia brasileira e não pretende reavivar fatos do "passado trágico" que ocorreu no Brasil. "Reitero ao Senhor Presidente da República e ao Senhor ministro da Defesa a convicção de que o Exército não foge aos seus compromissos de fortalecimento da democracia brasileira", pontua o texto.

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