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Hepatite pode dizimar povos indígena da Amazônia

05 junho 2004 - 09h42

Uma síndrome aguda, provavelmente ocasionada pela união dos vírus B e delta da Hepatite, pode dizimar, em 20 anos, os povos que vivem na segunda maior reserva indígena do Brasil: o Vale do Javari. O alerta, quem faz, é a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), por meio de seu presidente, Jecinaldo Satere-Mawé. Não existem estatísticas oficiais, nem sequer estimativas, mas, de acordo com o Conselho Indígena do Vale do Javari (Civaja), semanalmente índios são transportados da reserva para receberem atendimento de saúde.Em 2003, 15 indígenas, de diferentes povos, morreram vítimas da síndrome. O diagnóstico, de acordo com o Civaja, é sempre o mesmo: Síndrome Febril Ictero Hemorrágica Aguda. A entidade revela que, naquela ocasião, somente duas das vítimas tinham feito sorologia (exame para identificar a presença do vírus da hepatite no sangue). Os resultados foram positivos.A reserva do Vale do Javari é a segunda maior do país, com dimensão semelhante à de Portugal. Nela vivem 3.500 índios, das etnias Kanamari, Kulina, Matis, Mayuruna e Marubo. Em todo o território existe um único posto de saúde, localizado na cidade de Atalaia do Norte. A dificuldade de acesso à região é grande e as possibilidades de deslocamento reduzidas, especialmente em certas épocas do ano.Hepatite hemorrágicaThor Dantas, médico infectologista, especialista em doenças tropicais e gerente do Hospital Geral das Clínicas de Rio Branco, no Acre, confirma que a região do Javari apresenta alto grau de contaminação pelos vários tipos de vírus de hepatite. Entre eles, aponta, o da hepatite delta, forma muito agressiva e de difícil reversão da doença, que em sua forma aguda passou a ser registrada pela história como “peste negra de Lábria”. O vírus da hepatite delta só pode se manifestar a partir da convivência no organismo com o vírus tipo B da hepatite. É a união destes dois agentes infecciosos que provoca a síndrome aguda. Os medicamentos para combater o vírus tipo delta tem se mostrado ineficazes, alcançando sucesso em menos de 10% dos casos e resultando em graves efeitos colaterais. Porém, a vacina contra o tipo B é altamente eficaz. Isso, na avaliação do especialista, poderia impedir o aparecimento da chamada ‘superinfecção’

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