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Hacker corumbaense é condenado a seis anos de prisão

02 janeiro 2004 - 11h10

O hacker corumbaense Guilherme Amorim de Oliveira Alves, 19 anos, foi condenado a seis anos, quatro meses e seis dias de prisão por ter invadido, através da Internet, contas bancárias de clientes dos quatro maiores bancos em operação no País. É a primeira vez que a Justiça brasileira condena uma pessoa por lesar pessoas físicas, instituições financeiras e empresas telefônicas através da Rede Mundial de Computadores. A juíza da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, Janete Lima Miguel Cabral, ainda condenou o policial da cidade de Corumbá Evanâncy Soares de Alcântara a quatro anos, oito meses e 20 dias de prisão. Guilherme Amorim foi acusado pelo Ministério Público Federal de liderar uma quadrilha que violava servidores que hospedavam os sites do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú, e transferia os acessos dos clientes destes bancos a páginas “piratas” destas instituições, hospedadas em outros servidores, operadas pela quadrilha, que capturava dados dos clientes, como senhas, números de contas correntes e poupança e de cartões de crédito. Com as informações dos clientes, que acessavam as páginas piratas pensando estar no portal de seu banco, os membros da quadrilha entravam nas contas das vítimas, e faziam operações como transferências de valores para outras contas bancárias, compras via Internet e recarga de créditos em telefones celulares. O policial militar Evanâncy, inclusive, foi preso depois que a Polícia Federal descobriu, através de escuta telefônica, que ele teria recebido várias recargas em seu celular, que ele recebia de Guilherme. No início das investigações, em julho de 2002, foi cogitado que o valor dos golpes poderia chegar a R$ 3 milhões. Porém, na sentença dada no dia 31 deste mês pela magistrada não é mencionado o valor total, citando envolver “quantias consideráveis”. Somente um rastreamento realizado pelo Banco do Brasil entre os dias 12 e 21 de julho de 2002 identificou 108 transações fraudulentas feitas pela quadrilha de Guilherme, que, conforme o Ministério Público Federal, tinha outros envolvidos que também foram denunciados, mas que serão julgados em outro processo. São eles: Maria Cecília Faria Martins, namorada do hacker; o pai dele, José Geraldo de Oliveira Alves, e ainda Luciano Godoy Magalhães, um outro policial militar, e Cleber Robinson Tauber Magalhães, que auxiliava Guilherme nas invasões de servidores e transferências ilegais de dinheiro das contas de clientes. No caso específico do Banco do Brasil, Guilherme, com o seu nickname

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