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Hábitos alimentares devem ser ensinados até os 7 anos

05 janeiro 2013 - 15h23

É entre os dois e os sete anos que a criança forma o seu hábito alimentar para a vida toda. Se ela não é acostumada a consumir frutas, por exemplo, dificilmente passará a comê-las na vida adulta. Esse é um dos motivos para mães e pais modernos terem a alimentação como preocupação fundamental. Em cada fase do desenvolvimento, as quantidades mudam, mas o tipo de alimentação segue o mesmo.

Segundo a nutricionista clínica Sonja Salles, mestre em Nutrição pela Universidade de Surrey, na Inglaterra, e autora do livro Trocas Inteligentes, o ideal é que uma criança entre o primeiro e o terceiro ano de vida consuma, por dia, em torno de 100 calorias por quilograma de peso. Dos quatro aos seis, 90 calorias, e dos sete aos dez, 70. Independentemente da idade, filhos pequenos precisam se alimentar seis vezes ao dia, incluindo café da manhã, almoço, jantar, lanches e ceia antes de dormir.

De bebê até os 10 anos, os pais devem evitar oferecer sucos industrializados e refrigerantes. "Suco de caixinha tem muito conservante, enquanto refrigerante tem quantidade de açúcar elevada. Um é tão maléfico quanto o outro", indica a especialista. Já os sucos naturais são sempre bem-vindos junto das refeições, pois favorecem a absorção do ferro, que impede a anemia. Outra dica é evitar alimentos lácteos, como iogurte e leite, depois do almoço, porque o cálcio faz com que o ferro não seja absorvido pelo organismo. São recomendadas três porções de laticínio por dia, como queijo minas, leite integral e iogurte.

Fibras em excesso podem atrapalhar intestino
Quanto às porções de verdura em todas as faixas etárias da infância, o ideal é consumir cinco tipos por dia, entre frutas e legumes. "Se a criança não quer comer, os pais devem buscar receitas criativas, investir nas cores e ir pelo lado lúdico", ensina a nutricionista. Incorporar verduras na comida cozida e mascará-las também é uma sugestão.

Fibras demais podem atrapalhar o intestino da criança e a absorção dos nutrientes. Por isso, os pais devem ter cuidado para não entrar na "onda dos integrais". Entre massa, arroz e pão integral, escolha um deles a cada dia. Da mesma forma, deve-se optar por carne ou ovo.

De acordo com a nutricionista, pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram a relação entre alimentação na infância e maiores chances de câncer no futuro. Embutidos em geral, como salsicha, presunto e peito de peru, possuem agentes cancerígenos como nitrito e nitrato de sódio. Sódio em excesso, encontrado em salgadinhos, biscoitos recheados, refrigerantes e temperos de macarrão instantâneo, também é um agente cancerígeno. "Não está proibido o seu consumo, mas deve-se evitar a exposição a esses agentes diariamente", explica Sonja.

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