A guerra partidária travada pelos dois partidos que polarizaram a disputa pelo poder nas eleições passadas, PSDB e PT, têm ultrapassado os limites democráticos para o debate prejudicial e de que pouco, ou nada interessa à população brasileira. Dilma, Lula e Fernando Henrique Cardoso, os três últimos presidentes, são alvos a cada dia, de diversas acusações e insinuações entre as siglas que se opõem.
As ações de ambas as partes já deixaram para trás o cenário político e passaram para o lado pessoal, com o intuito de atingir os apontados com golpes baixos, onde envolvem familiares.
Como no caso da investigação sobre o suposto sítio utilizado pela família de Lula e reformado por empreiteiras envolvidas na Lava Jato e mais recente, o “escândalo” familiar de FHC. Nesse caso, a intimidade do ex-presidente parece mais interessante aos adversários do que a veracidade do pagamento da mesada de 3 mil dólares à jornalista Mirian Dutra, com quem o tucano teve uma relação extra-conjugal.
Enquanto isso, o país continua parado, com o que realmente interessa, deixado de lado para o bem público.
As discussões levam sempre o lado A ou B, num jogo de conversas e argumentos fracos, como se o ‘fato a ser julgado’ se faz pela cor da camisa que veste, ao invés do fato de interessar ou não à população.
Observamos o caso da tentativa de retomada da CPMF, reprovada pelo PT quando oposição ao PSDB, que hoje se mostra contra o tributo, mas, que certamente não deixará de cobrá-la quando estiver no poder.
A rixa deixou também a esfera federal e se passou para Estados e municípios. Basta que surja uma acusação para ambas as partes poluírem redes sociais e acionarem escândalos, sempre citando o partido rival como autor. É o caso da merenda escolar, em São Paulo e a moção de repúdio contra a aprovação da CPMF em MS, que tomou quase 1h30 de debate em sessão da Assembleia Legislativa na manhã de quinta-feira.
O brasileiro precisa ser tratado com respeito e não como objeto de campanha ou massa de manobra. É necessário que haja debates de verdade, que traga-nos soluções sobre problemas infinitos a qual precisamos de respostas e deixem de lado picuinhas e fofocas.
A oposição deve existir sempre, porém, para se discutir utilidades. Afinal, os eleitos estão em seus cargos para defender os direitos do povo.
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