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Gripe: mesmo sem projeção, ministério garante estoque de remédio

16 agosto 2009 - 11h17

Apesar de desconsiderar fórmulas para buscar estimativas e projeções sobre a disseminação da gripe suína no Brasil, o Ministério da Saúde garante trabalhar com um "estoque confortável" de tratamentos a pacientes com sintomas avançados do vírus H1N1. Enquanto a notificação de pacientes em estado grave é de 1,5 mil, conforme boletim divulgado na última quarta-feira, o órgão planeja contar com 800 mil medicamentos até o final do mês.

Até maio de 2010, quando o frio tende a voltar, principalmente na região sul do País, o Ministério da Saúde pretende ter adquirido mais de 9 milhões de tratamentos. Contudo, mesmo com a "situação confortável", o órgão afirma ser impossível garantir que não faltarão remédios. "Não podemos afirmar isso porque ainda não há conhecimento científico suficiente para estabelecermos projeções. Além disso, existe somente um único produtor mundial do medicamento", diz o ministério.

Para evitar a falta de tratamentos, o governo federal adotou o polêmico protocolo que instrui sobre o uso do Tamiflu. Pela determinação inicial, o remédio podia ser receitado somente a pacientes do grupo de risco, como grávidas, obesos, hipertensos e pessoas com outras doenças. "Além de garantir estoques, o uso parcimonioso da única arma que temos no momento para tratar casos graves reduz a possibilidade de o novo vírus desenvolver resistência", informa o Ministério da Saúde.

Contrário ao primeiro protocolo, divulgado em junho, o chefe do setor de epidemiológia do hospital Conceição, em Porto Alegre, o infectologista Breno Riegel, defende que a terceira versão do documento está ideal para o tratamento da gripe suína. Sem tantas restrições, a nova orientação foi anunciada pelo Ministério da Saúde no final de julho.

"Aquele primeiro (protocolo) era realmente muito restrito, somente para pacientes com histórico de doenças. Não tinha sentido a pessoa chegar até um estágio mais grave se poderíamos evitá-lo", afirma Riegel. Segundo ele, desde o final do mês passado, o médico está autotizado a receitar o Tamiflu para os casos que julgar necessário.

RS usa projeção da gripe comum
Mesmo sem o aval do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul usa a fórmula da gripe comum para estimar o número atual de gaúchos com o vírus H1N1 e projetar o índice de casos em um determinado intervalo de tempo. Até o final de agosto, por exemplo, a Secretaria Estadual de Saúde calcula que 200 mil pessoas terão sido infectadas com a variante suína da influenza.

De acordo com o secretário da Saúde, Osmar Terra, a evolução da gripe suína tem seguido o mesmo comportamento do vírus comum durante o outono e o inverno. Há pelo menos três anos, a influenza sazonal mantém um ciclo de nove meses no Rio Grande do Sul, com pontos de ápice no final de julho no interior e nas últimas duas semanas de agosto na região metropolitana de Porto Alegre.

"Como temos um período de inverno bem definido, conseguimos acompanhar bem a evolução do H1N1. Neste momento, por exemplo, o vírus da influenza A está em ascensão na região metropolitana e caindo em outras regiões do Estado, como Norte e Serra. Essa curva se confirma com o número de atendimentos nesses locais", explica.

Se a curva da gripe A realmente seguir a da comum, a disseminação do vírus H1N1 deve diminuir a partir de setembro em todas as regiões do Estado. "É impossível termos um cálculo exato. Mas essa curva da gripe comum vem nos dando uma estimativa correta. Porém, isso é possível porque temos um período frio, com picos de contaminação bem determinados anualmente", ressalva Terra.

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