Diferente do que foi divulgado por um jornal de circulação nacional, não há qualquer registro de caso de aftosa em Mato Grosso do Sul, informaram hoje representantes dos principais órgãos ligados a pecuária estadual que estiveram na Seprotur (Secretaria Estadual de Produção e Turismo) explicando que tudo não passou de um boato. “Quando a arroba estava em R$ 43 estas noticias não surgiam, agora que está chegando a R$ 56 aparecem essas maledicências. A quem interessa?”, indagou Léo Brito, presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de mato Grosso do Sul). O presidente da Famasul disse ainda que a suspeita do foco não assusta os produtores. “Estamos acostumados com a adversidade. Nós não gostamos de mentira”. A notícia ocorre no período em que Mato Grosso do Sul alcança os mesmos patamares de abate registrados antes dos casos de aftosa em outubro do ano passado. “Há aproximadamente dois meses que nós já recuperamos o quantitativo que abatíamos em setembro do ano passado, algo em torno de 330 mil animais por mês”, afirmou José Antônio Felício, superintendente federal de Agricultura. O sistema de defesa do Mato Grosso do Sul contribui para que os boatos não tenham reflexos desastrosos e abalem a economia. Os trabalhos realizados pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), na região de fronteira estão sendo elogiados pela missão russa, que veio avaliar todo o procedimento adotado nos cinco municípios da região sul. “O sistema de defesa é tão sólido que tentaram abalar, mas o mercado se equacionou e está voltando a normalidade, porque trabalhamos com transparência”, avaliou João Cavalléro, diretor-presidente da Iagro e secretário de produção. As relações com os países de fronteira com o Brasil foram alvo de críticas de Cavalléro. “Precisamos de transparência”. A missão que visita o Estado compra carne do Paraguai. No sábado houve a suspeita de que animais daquele país pudessem estar contaminados. Autoridades paraguaias alegaram que o gado estava com uma doença não restritiva a mercados internacionais. O Brasil, na opinião de Cavalléro, deve ajudar o Paraguai, com uma política mais agressiva de combate a aftosa.
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