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Governo Marta teria ofertado R$ 4 milhões ao PPS

17 junho 2005 - 11h04

O mesmo esquema denunciado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de suposto pagamento de "mesadas" pelo governo federal a parlamentares aliados teria funcionado também na gestão da petista Marta Suplicy. De acordo com reportagem publicada na edição desta sexta-feira do jornal O Estado de S.Paulo, o PPS recebeu proposta de R$ 4 milhões do PT para votar em favor dos projetos da administração municipal na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Baseado no depoimento de uma alegada testemunha das negociações, o Estadão afirma que, no segundo semestre de 2004, o então secretário municipal de Comunicação, Valdemir Garreta, e o secretário-geral do PT, Silvio Pereira, teriam sido os emissários da oferta, feita aos dois principais dirigentes municipais do PPS: o presidente Carlos Fernandes e o tesoureiro Ruy Vicentini. Na época, a legenda tinha apenas dois vereadores na capital paulista - Edvaldo Estima e Myriam Athiê. Seriam entregues inicialmente R$ 2,5 milhões, e o restante do valor viria depois. Em um primeiro encontro, Fernandes teria rejeitado o dinheiro, afirmando que seu partido "não está à venda". Em outra reunião, Garreta teria afirmado que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, acusado de ser um dos comandantes do "mensalão" no Congresso, já tinha autorizado a liberação do dinheiro. Segundo o jornal, o secretário Garreta teria chegado a dizer que o acordo seria o mesmo feito com o deputado federal João Herrmann Neto (SP), na época filiado ao PPS e hoje no PDT. Carlos Fernandes teria negado mais uma vez a oferta, perguntando qual era a origem dos recursos. De acordo com a testemunha citada pelo Estadão, a oferta era semelhante à denunciada por Jefferson, segundo o qual Delúbio ofertou R$ 20 milhões ao PTB em troca de fidelidade política no Congresso. A versão é confirmada por integrantes do PPS, e um deles a teria relatado à deputada Denise Frossard (PPS-RJ), que irá integrar a CPI dos Correios. O Portal Terra tentou entrar em contato por telefone com Garreta e Pereira, mas eles não foram localizados. A assessoria de imprensa do PT informou que não há uma posição oficial do partido sobre o assunto.    

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