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Governo interino do Iraque oferece anistia limitada a rebeldes

08 agosto 2004 - 17h17

O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, assinou hoje uma lei de anistia muito aquém do que fora antecipado por altos funcionários iraquianos logo após sua posse, em junho, quando os Estados Unidos transferiram soberania parcial ao país. O governo iraquiano só perdoará os rebeldes envolvidos em ações que não causaram mortes desde 1º de maio de 2003 - quando os Estados Unidos declararam encerrada a guerra - até hoje. As pessoas que se enquadram nos termos da anistia têm prazo de um mês para se entregar. "Esta anistia não é para pessoas que mataram. Essas pessoas serão levadas à Justiça, a começar por (Abu Musab) Zarqawi", afirmou Allawi, referindo-se ao jordaniano líder do grupo Monoteísmo e Jihad, que se responsabilizou por dezenas de atentados e pela execução de vários reféns estrangeiros. Inicialmente, as autoridades haviam dito que a anistia se estenderia aos iraquianos que promoveram ataques que causaram mortes, inclusive de soldados americanos e de outros países integrantes das forças de ocupação, mas os Estados Unidos deixaram claro que não aceitariam isso. Com o perdão, o governo interino espera pôr fim a 15 meses de resistência à ocupação e à transição política. Seu objetivo é atrair os nacionalistas para seu lado, isolando-os de grupos que desfecham atentados com carros-bomba, que mataram dezenas de civis. Serão beneficiadas pessoas com posse de armas leves e explosivos ou que esconderam informações sobre grupos terroristas e/ou os ajudaram a cometer crimes. Confrontos:O anúncio foi feito enquanto confrontos esporádicos persistiam na cidade sagrada xiita de Najaf, ao sul de Bagdá, depois de dois dias de violentos combates entre as brigadas do clérigo Muqtad al-Sadr e os fuzileiros navais americanos. Segundo os militares dos EUA, mais de 350 membros da milícia de Al-Sadr foram mortos em dois dias de confrontos em Najaf e outras quatro cidades. Assessores do clérigo negam, dizendo ter perdido 36 combatentes. Não há confirmação de fonte independente. Dois soldados americanos também morreram. Cessar-fogo - Líderes religiosos xiitas e o alto funcionário da ONU Khamal Benomar se empenhavam hoje em restabelecer o cessar-fogo pactuado entre Al-Sadr e as forças dos Estados Unidos em junho. Na sexta-feira, o governador de Najaf, Adnan al-Zurfi, deu prazo de 24 horas para Al-Sadr e sua milícia saírem da cidade, do contrário "correriam risco de morte". Um soldado americano morreu num ataque com granada propelida por foguete contra seu carro de patrulha num bairro de Bagdá, o 925º militar dos EUA morto no Iraque desde o início da guerra em março de 2003.

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