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Governo estuda programa de cultivo de mamona no semi-árido

16 setembro 2004 - 14h53

O Ministério da Agricultura realiza estudos para implementar ainda este ano um programa, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, com o objetivo de incentivar o cultivo da mamona pelos agricultores familiares do semi-árido nordestino, com a intenção de impulsionar o desenvolvimento econômico e promover a inclusão social na região. A idéia é utilizar o óleo extraído do vegetal como combustível alternativo não poluente e de baixo custo. A mamona será a primeira planta oleaginosa do Programa Nacional de Biodiesel, a ser lançado em novembro pelo governo federal, que prevê parcela de 2% de biodiesel na mistura com o óleo diesel. De acordo com Danniela Vasconcelos, técnica do Ministério da Agricultura, o projeto, que conta com parceiros como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), está em fase de estudo do zoneamento agrícola, para detectar áreas apropriadas ao cultivo e à obtenção de financiamento. Ela disse que cabe ao Ministério da Agricultura a parte de pesquisa e custo de produção e assistência técnica, enquanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário está responsável pelo financiamento que vai beneficiar os agricultores familiares. O secretário de Produção Rural, Gabriel Maciel, disse que Pernambuco tem um projeto, orçado em R$ 110 mil, para a retomada da extração do óleo de mamona, em Araripina, a 692 km da capital. A região já teve uma área cultivada com 134 mil hectares de mamona. O professor Domingos Malta, coordenador da rede pernambucana de biodiesel, que desenvolve pesquisas tecnológicas em bioenergias, afirmou que entre as vantagens do biodiesel estão a economia com a diminuição da importação de petróleo, a redução da poluição atmosférica e do efeito estufa. Os aspectos tecnológicos, econômicos e ambientais da produção e do uso do biodiesel foram dicutidos hoje durante seminário com a participação de técnicos dos ministérios do Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Casa Civil, Minas e Energia. O seminário contou também com representantes da Petrobras, Ibama, Chesf, de secretarias estaduais de Produção Rural e Ciência e Tecnologia e de pesquisadores de universidades, no auditório da Empresa Pernambuco Participações.

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