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Governo de MS tira ribeirinhos do Pantanal da exclusão

07 junho 2004 - 12h32

Uma ação desencadeada durante uma semana pelo Governo de Mato Grosso do Sul no Pantanal do Paiaguás, em Corumbá, tirou os ribeirinhos que habitam as margens dos rios Paraguai, Paraguai-Mirim e São Lourenço do mapa dos excluídos e revelou a dura realidade de quem vive isolado e à mercê da própria sorte. A partir deste mês, 130 famílias da extensa região passam a integrar o Programa de Segurança Alimentar.Articulada pela Coordenadoria de Gestão Estadual de Políticas Sociais (Cogeps) e secretaria estadual do Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária (Setass), o atendimento aos pantaneiros que vivem abaixo da linha da miséria contou com a participação da delegacia regional do Ministério do Trabalho (DRT), Polícia Militar Ambiental (PMA) e a Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar), do Ministério dos Transportes, além da Defesa Civil de Corumbá.Junto com o cadastramento e a primeira distribuição de cestas do Programa de Segurança Alimentar, a missão intergovernamental pelo Paiaguás levou mais do que a presença efetiva do governo numa região extremamente carente, um contraste com a beleza da paisagem pantaneira. A parada das embarcações de apoio, uma da PMA e a outra da Ahipar, em cada casebre ou povoado, era motivo de alegria e de esperança de uma vida melhor.Vivendo da venda de iscas vivas ou da pesca, o que mal dá para garantir o arroz, o óleo e o feijão, os ribeirinhos têm famílias numerosas, são, na maioria, analfabetos, e não vislumbram uma condição mais digna porque são dependentes dos atravessadores e do comportamento das águas do Pantanal. Moram em habitações péssimas, em terrenos do fazendeiro ou da União, e mais de 80% das crianças não têm registro de nascimento.A viagem da equipe de servidores do Governo do Estado e de órgãos federais e da prefeitura de Corumbá, iniciada na quarta-feira passada, servirá como parâmetro para programas específicos de atendimento a regiões inóspitas como a do Paiaguás, onde o acesso tornou-se difícil com a inundação permanente ocorrida após a grande enchente de 1974. Sobretudo, nas áreas de educação, saúde, habitação e combate ao trabalho infantil.O atendimento no Paiaguás, localizado ao norte de Corumbá, encerra-se nesta quarta-feira, após a entrega das últimas cestas com alimentos. Foram distribuidos, ainda, 500 cobertores, colchões, calçados, roupas e brinquedos. Até domingo, foi uma grande operação para vencer os piores acessos e não deixar nenhum morador sem o benefício do Programa de Segurança Alimentar. Muitos vivem longe do rio, onde se chega apenas de bote, cavalo ou canoa.Uma lancha da PMA e um empurrador da Ahipar transportaram cerca de 20 pessoas e uma carga com duas toneladas por mais de 250 quilômetros pelo rio Paraguai. De Corumbá, seguiram até um povoado acima da sede do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Parque Nacional do Pantanal, já no afluente São Lourenço, que divide os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.O Ibama será uma base de apoio para futuras ações do Governo do Estado na região. Na sua sede, que tem a função fiscalizadora da reserva e de pesquisa da fauna e flora pantaneira, foram estocadas 125 cestas do Segurança Alimentar para serem distribuídas aos ribeirinhos em julho. A validade dos produtos foi checada e não há riscos de deterioração, como o charque, que é perecível. A entrega mensal das cestas será feita pela embarcação da PMA.  

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