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Governo cria reserva para proteger área da BR-163

20 maio 2005 - 17h51

O governo federal anunciou hoje a criação da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, no Pará, com cerca de 342,5 mil hectares. Esse tipo de reserva está no grupo chamado unidades de proteção integral, em que não é permitida interferência humana direta ou modificações ambientais. Por ser uma região próxima á rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), no primeiro trecho que será pavimentado a partir da fronteira do Mato Grosso, a área tem sofrido com o desmatamento e invasões. Localizada no extremo sudeste da Serra do Cachimbo, a reserva biológica faz limite com as terras indígenas Panará e Menkragnoti. É caracterizada por ser uma área de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, com grande biodiversidade e nascentes de importantes rios das bacias do Xingu e Tapajós. Também foram criadas cinco reservas extrativistas no Pará, ou seja, áreas onde a população local pode pescar, colher frutos e extrair madeira desde que os recursos naturais não sejam esgotados. Quatro reservas são litorâneas (Araí Peroba, Caeté Taperaçu, Gurupi Piriá e Tracuateua) e uma florestal (Mapuá), localizada na Ilha de Marajó. Elas somam 261.252 hectares. Nas reservas marinhas, as pessoas vivem da pesca de peixes, crustáceos e moluscos, afirma Inezila Monteiro da Silva, que participou da cerimônia no Palácio do Planalto. Líder da reserva Caeté Taperaçu, ela disse que, com formalização da reserva, pessoas de fora das comunidades da reserva não vão mais poder pescar sem limite. "Nós vivemos de caranguejo e peixe só que todo mundo mete a mão, tira o caranguejo pequeno, cundurua. Com a reserva, o caso já é diferente. É o mesmo que uma casa que não tem o governante e agora arrumou". Segundo ela, 802 famílias garantem sua renda com o comércio dos caranguejos retirados da reserva, que fica no município de Bragança (PA) e tem 46.322 hectares com manguezais. Já a reserva florestal Resex Mapuá, com 94.516 hectares, abrange áreas de várzea e igapós onde centenas de famílias tradicionais sobrevivem da extração do açaí, da pesca e da agricultura.  

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