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Governador ataca proposta que cria o Conselho de Jornalismo

15 agosto 2004 - 21h42

Ele diz que Medida é própria de "regimes autoritários", disse o governador, para quem o PT "não gosta de ser criticado" O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) endureceu o tom das críticas ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar o Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). Ele disse hoje, em Sorocaba, que a medida é própria de "regimes autoritários" e afirmou que o PT gosta de criticar, mas não gosta de ser criticado. Segundo Alckmin, denúncias feitas pela imprensa que às vezes contêm equívocos não são um privilégio do Brasil, pois ocorrem no mundo inteiro. Mas em todos os países democráticos a intermediação é feita pelo Poder Judiciário. "Já temos os instrumentos jurídicos para evitar ou corrigir possíveis erros que são pontuais. Não há nenhuma necessidade de estabelecer mecanismos de cerceamento da liberdade de expressão." O governador esteve em Sorocaba para entregar um terminal de embarque no aeroporto local, mantido pelo Estado. A obra, de R$ 1,5 milhão, foi feita em parceria com a prefeitura. Ele aproveitou para visitar obras viárias e inaugurar duas escolas. Alckmin disse que a disposição do governo federal de criar uma forma de controle sobre o trabalho dos jornalistas, além de não se justificar, é bastante preocupante. "Em todo regime autorirário, a primeira providência é limitar a liberdade de expressão. Acho que isso não deve ser feito, pois temos os meios para corrigir, tanto no aspecto cível quanto no criminal, possíveis abusos." O governador tucano disse que seu governo não está isento de críticas, mas nem por isso ele tem qualquer problema de relacionamento com a imprensa."É interessante que o PT, que sempre foi muito crítico e exerceu sempre o direito da crítica, não gosta de ser criticado.Deviam lembrar Santo Agostinho, quando dizia: prefiro os que criticam, porque me corrigem, aos que o adulam, porque me corrompem." O governador ficou quatro horas na cidade, que faz 350 anos, um dia depois que o PSDB se viu obrigado a trocar o candidato à prefeitura. No lugar de Luiz Leite, cujo registro foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o partido lançou sábado o médico Vítor Lippi, ex-secretário do prefeito tucano Renato Amary. m

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