A produção de biodiesel a partir da extração artesanal de óleo de girassol é o primeiro projeto a ser incentivado pela recém-criada Associação Brasileira do Girassol (Abragir).
A entidade, composta por representantes da cadeia produtiva da oleaginosa, realizou sua primeira reunião, escolheu sua diretoria e definiu prioridades no último 26 de outubro, em Londrina-PR. A idéia é incentivar o cultivo do girassol no Brasil. Atualmente, são mais de 100 mil hectares com a cultura. Uma das alavancas para a ampliação de área é a produção de biodiesel. A tecnologia está sendo desenvolvida pela USP de Ribeirão Preto (SP) e deve ser lançada até o final deste ano. Com uma mini-prensa, o produtor pode obter artesanalmente um azeite extraído a frio e sem solventes - produto de ótima qualidade e com funções terapêuticas. “Esse já poderia ser um destino da produção, com excelente valor agregado”, diz Dílson Cáceres, agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Segundo ele, o custo de produção desse azeite está estimado em R$ 0,50 o litro, mas chega ao consumidor a quatro reais. Esse processo artesanal gera ainda resíduos de alto valor protéico, que podem ser utilizados na alimentação animal.
Um outro processo de transformação gera, a partir do óleo, a glicerina - produto que interessa à indústria de higiene e limpeza - e o biodiesel. “Ou seja, o produtor pode com a produção de girassol alimentar os animais, ter produtos semi-industrializados para comercialização, e produzir o combustível consumido por seu trator”, frisa Cáceres. Os investimentos iniciais necessários seriam com a instalação da lavoura, em média R$ 350 por hectare, e cerca de R$ 6 mil na aquisição de uma mini-prensa. O volume de óleo extraído pode chegar a 450 litros por hectare cultivado.
“A associação decidiu priorizar a difusão dessas técnicas e metodologias”, diz Cáceres.
Outra missão da Abragir é definir estratégias para romper o círculo vicioso que impede a expansão da cultura no País: o produtor não planta, porque existem poucas indústrias esmagadoras, ao passo que as indústrias não se instalam por falta de produção. “Esse é um dos desafios da associação”, frisa Vânia Beatriz Castiglioni, pesquisadora da área e chefe administrativa da Embrapa Soja.
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