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COVID-19

Gerente técnico de medicamentos da Vigilância Sanitária alerta sobre riscos da automedicação

05 abril 2020 - 11h15Por André Bento

O Governo de Mato Grosso do Sul transmitiu nas redes sociais durante a manhã deste domingo um alerta feito pelo farmacêutico Adam Adami, gerente técnico de medicamentos da Vigilância Sanitária, sobre os riscos da automedicação em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Ele citou sintomas comuns, como dor e febre, em doenças como dengue, influenza e o próprio Covid-19, para destacar que há riscos da automedicação para qualquer doença, particularmente para o coronavírus e dengue. “Não façam automedicação”, ressaltou.

“Temos problemas de doses de medicamentos inadequadas, superiores às máximas recomendadas, isso é um risco. Temos margem de segurança com a dipirona, mas não com o paracetamol, que pode ser tóxico para o fígado”, alertou.

Segundo Adami, existem riscos enormes relacionados ao novo coronavírus porque no início pode ter sintomas típicos de síndrome gripal. “A gente não sabe se é coronavírus, influenza ou dengue. Para o coronavírus não há medicamentos, existem estudos promissores”, explicou.

Ele também destacou que a busca desenfreada que houve recentemente por medicamentos à base de hidroxicloroquina e cloroquina nas farmácias e drogarias não faz sentido. “Não tem qualquer efeito para blindar e imunizar qualquer paciente. Os estudos que a gente tem hoje são muito preliminares”, informou.

O gerente técnico de medicamentos da Vigilância Sanitária citou estudo da França que mostrou alguns benefícios, mas o considerou incipiente, porque “foi feito com grupo pequeno, de 20 pacientes”. “Não foi conclusivo e não demostrou, por exemplo, redução de mortalidade e complicações”, pontuou.

Adami reforçou ainda orientação do Ministério da Saúde sobre uso exclusivo em ambiente hospitalar dos medicamentos à base de hidroxicloroquina e cloroquina.

“Esse medicamento pode causar mais efeitos colaterais, ser mais perigoso e nocivo que o coronavírus. Pode afetar a retina e causar cegueira, causar anemia, náusea, vômitos, coloca a vida das pessoas em risco. O uso indiscriminado, sem orientação médica, pode causar problema no fígado e cardiovascular extremamente graves”, alertou.

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