O deputado federal Geraldo Resende (PMDB), que participou de todas as negociações entre o Estado e a Prefeitura visando pôr um fim à crise no setor de saúde, disse que as medidas tomadas até o momento são paliativas e que o problema somente será resolvido com a incorporação do Hospital Universitário (HU), pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Segundo Geraldo Resende, as dificuldades que vêm sendo enfrentadas pelo Município fazem parte de uma “crise anunciada” desde 2004, quando a Prefeitura criou uma fundação hospitalar e assumiu, “de afogadilho” o gerenciamento do Hospital Universitário, até então Santa Casa.
O parlamentar lembra que, na época, alertou a Prefeitura de que, ao assumir a gestão de um hospital do porte do HU de Dourados, estaria acionando uma “bomba relógio” que estouraria no colo da administração municipal. “Na época, fui uma voz isolada e inclusive fizeram campanha difamatória, dizendo que eu defendia a privatização do HU”, lembra o deputado.
Geraldo afirmou em todas as reuniões que participou acerca da crise na saúde douradense, de que, já naquela época afirmava que não era missão do Município assumir um hospital do tamanho do HU, responsável pela assistência hospitalar de média e alta complexidade para uma região de aproximadamente 700 mil habitantes.
“Um dos erros da administração que eu apontei na época, inclusive questionando judicialmente, foi a contratação de servidores sem a realização de concurso público, em desobediência à Lei Orgânica do Município. Fui voto vencido, mas a situação irregular persiste e terá que ter uma solução em breve”, afirma Geraldo.
Nos anos 2005 e 2006, Geraldo Resende também cobrou, por diversas, vezes, que a Prefeitura questionasse o governo do Estado pelo fato deste não cumprir o acordo de repassar R$ 400 mil mensais para custeio do HU. “Os administradores municipais silenciaram sobre o assunto, talvez pelo fato do então governador ser do mesmo partido deles, mas a verdade é que hoje, passados três anos, verificou-se que a parceria não funcionou”, salienta.
Diante desta realidade, Geraldo salienta que “já está mais do que na hora da UFGD assumir o HU, pois não cabe à Prefeitura administrar um hospital universitário”. Somente desta forma, ressalta o deputado, o Município terá mais recursos para cumprir sua atribuição legal dentro do SUS, que é o funcionamento adequado das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) e o gerenciamento dos hospitais e convênios da rede municipal, enfim, gerir a chamada atenção básica à saúde.
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