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Geraldo critica preconceito contra paraguaios e bolivianos

01 novembro 2004 - 12h06

A operação SUS-Brasil, desencadeada em Mato Grosso do Sul, é preconceituosa contra os paraguaios e bolivianos residentes na área de fronteira. A opinião é do deputado federal Geraldo Resende (PPS-MS), que critica o uso de força policial para coibir o atendimento prestado pelo SUS aos estrangeiros que procuram hospitais do lado brasileiro.Segundo o parlamentar, o Brasil já perdoou dívidas de países africanos; está ajudando a enfrentar a praga do gafanhoto em Moçambique; enviou força de paz, medicamentos e alimentos ao Haiti; e aprovou recentemente, na Câmara Federal, o envio de 500 mil doses de vacinas para combater a febre aftosa no Paraguai, entre outras ações que “caminham no sentido de nos consolidar como uma nação solidária e fraterna”.No entanto, afirma Geraldo Resende, a operação SUS-Brasil vai na contramão dessa estratégia, representando uma espécie de preconceito contra os paraguaios e bolivianos. “Será que temos dinheiro para ajudar na sanidade animal e não temos para cuidar da saúde desses irmãos que procuram os hospitais brasileiros?”, questiona.Para o deputado, a alegação de que o atendimento aos moradores da fronteira entre o Brasil, Paraguai e Bolívia consome R$ 10 milhões/ano do SUS não justifica a operação SUS-Brasil. “A Lei do Rateio, que é inconstitucional e está sendo questionada pela Procuradoria Geral da República com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, já desviou cerca de R$ 110 milhões desde 2002 da saúde. Portanto, o foco da discussão deve ser outro”.O parlamentar defende, no entanto, que haja uma forma de compensação aos municípios de fronteira, além de Campo Grande e Dourados, no custeio dos gastos efetuados no atendimento em saúde aos estrangeiros que moram nessa região. Mas isso, afirma, deve ser discutido pelos governos dos países envolvidos, envolvendo todos os países que fazem fronteira com o Brasil da faixa que vai do Rio Grande do Sul à Roraima.“A suspensão imediata do atendimento é uma atitude desumana. Se isso continuar, quem será responsável pelas mortes de crianças, gestantes, idosos e outras pessoas residentes nessa região de fronteira que certamente irão acontecer?”, pergunta o deputado. Para ele, a utilização da Polícia Federal nessa operação “deve ter partido de algum burocrata que não conhece a realidade dessa faixa fronteiriça”.Segundo Geraldo Resende, a Polícia Federal, que possui homens capacitados para combater o tráfico de drogas, a lavagem de divisas, o contrabando e outros crimes “está sendo utilizada indevidamente para prender pessoas doentes através da operação SUS-Brasil, que para nós é desumana, perversa e preconceituosa”. 

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