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Genética química ajuda a encontrar inibidores de Sars

17 setembro 2004 - 16h55

Cientistas de Hong Kong acharam moléculas antivirais com função biológica através da genética química, um método rápido e eficiente para tratar doenças emergentes e outros males virais existentes, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira. Uma dessas doenças emergentes é a Síndrome Respiratória Aguda Severa Sars), causada por um coronavírus que se propagou há quase dois anos por 29 países, infectou mais de oito mil pessoas e matou mais de 900. Em um artigo publicado hoje na revista "Chemistry & Biology", pesquisadores da Universidade de Hong Kong afirmaram que as razões da propagação do Sars foram a falta de conhecimento sobre o vírus e a ausência de um tratamento efetivo para controlá-lo. Diante da urgência de frear o coronavírus, os cientistas analisaram mais de 50 mil compostos e descobriram mais de 100 que poderiam cumprir esse objetivo. Depois de decodificar o genoma do coronavírus, aplicaram a genética química, que consiste no uso de substâncias para alterar e determinar a função das proteínas, assim como as mutações que são utilizadas na genética tradicional. Com esse sistema, descobriram que do total de mais de 50 mil compostos, havia 104 que eram inibidores potentes do vírus. Os cientistas afirmaram que as estruturas desses compostos ativos variavam, o que sugere que esse grupo de pequenas moléculas pode modular diferentes atalhos na propagação viral. Segundo os pesquisadores, o emprego de tecnologias avançadas para gerar compostos moleculares estruturalmente diversos que alterem a patogênese do coronavírus do Sars abrirá o caminho para dissecar a base molecular de infecções virais através da genética química. "Nosso estudo valida a genética química como um sistema rápido e efetivo para enfrentar doenças emergentes como a Sars", confirmaram os pesquisadores no artigo. Além disso, este método proporciona uma reserva de pequenas moléculas biologicamente ativas que se encarregariam de combater os principais processos envolvidos na infecção do Sars. A Síndrome Respiratória Aguda Severa foi detectada pela primeira vez na Ásia em fevereiro de 2003 e depois se propagou para países da América do Norte, América do Sul e Europa em um surto epidêmico que foi contido em meados do ano passado. A síndrome começa com febre e problemas respiratórios. À medida que vai se agravando inclui dores de cabeça, mal-estar geral, principalmente dores nos membros. Depois de dois a sete dias, os pacientes começam a ter uma tosse seca e finalmente pneumonia. A doença é transmitida através da tosse ou de espirros.

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