Menu
Busca domingo, 31 de maio de 2020
(67) 99659-5905

Gás e energia como moeda de troca para tratamentos em MS

14 dezembro 2009 - 09h08

A sobrecarga que os atendimentos de paraguaios e brasiguaios causam em municípios brasileiros de fronteira é uma realidade também no Mato Grosso do Sul, que já realizou até transplantes de órgão em estrangeiros que atravessaram a fronteira em busca de tratamento.

– Temos 16 municípios nas regiões de fronteira, dois do lado boliviano e 16 no paraguaio, onde a fronteira é seca, logo de fácil acesso. Nós somos obrigados a atender por uma questão de ética médica – afirma o diretor-geral de Atenção à Saúde do MS, Antonio Lastoria. – Muitos pacientes renais e de oncologia nos procuram e no decorrer do tratamento acabam chegando à capital, Campo Grande.

Segundo o secretário, nos casos de transplantes intervivos já realizados em estrangeiros no estado, o Ministério Público foi informado para comprovar a inexistência de tráfico internacional de órgãos.

– Cerca de 20% do nosso atendimento é para estrangeiros. A maioria faz a intervenção de emergência e volta para a casa no país de origem porque sabe que vai ter dificuldades no caso de uma possível internação.

Na opinião de Lastoria, o Brasil deveria fechar com Bolívia e Paraguai acordos semelhantes ao que foi fechado com o Uruguai na semana passada. E para tanto, até mesmo troca de energia da Itaipu no Paraguai e de gás com a Bolívia poderiam ser usados nas negociações.

Já no Mato Grosso, um acordo informal entre o governador do estado, Blairo Maggi, e o governador de Santa Cruz, estado boliviano, tem proporcionado o atendimento de bolivianos, principalmente os que vivem em São Matias, município distante 90 km de Cáceres, cidade matogrossense com estrutura hospitalar mais próxima da fronteira. A informação é do diretor do Hospital Regional de Cáceres, Duda Barros.

Para Barros, se for considerada a situação do Mato Grosso, o Brasil não deve se preocupar em fechar acordo bilateral com a Bolívia porque o atendimento a bolivianos corresponde a apenas 2% dos atendimentos feitos no estado. E os mesmos não têm trazido impacto financeiro.

O diretor, no entanto, destaca que o hospital de Corumbá recebe praticamente todos os dias bolivianos que trabalham como mulas do tráfico e que passam mal porque transportam a droga no estômago.

Apesar de ser em uma escola infinitamente menor, o Acre também tem recebido estrangeiros em busca de tratamento. A secretaria de saúde do estado não sabe precisar quantos atendimentos ambulatoriais são feitos regulamentente. Mas as internações, por sua vez, são registradas. Foram 356 entre o ano 2000 e 2007, sendo 220 de bolivianos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Central de Atendimento à mulher registrou 1,3 milhão de chamadas em 2019
TRÁFICO DE DROGAS
Após tentativa de fuga, motorista é detido com 1,1 toneladas de maconha
DOURADOS
HU emite nota de esclarecimento sobre atendimento de mulher que morreu com Covid-19
CAMPO GRANDE
Funcionários da sede do Detran/MS passarão por testes rápidos do coronavírus
ECONOMIA
Governo atualiza programação orçamentária
ESPORTE
Em novo conceito, corrida de rua inicia nesta segunda-feira em MS
PANDEMIA
Mais dois municípios de MS entram na rota do coronavírus
CAMPO GRANDE
UFMS abre inscrições para curso de Especialização em Segurança Pública
CIÊNCIA
Equipe da Fiocruz MG trabalha em vacina brasileira para covid-19
PESQUISA
Datafolha: 72% discordam da frase de Bolsonaro sobre dar armas para população

Mais Lidas

DOURADOS
Protocolo é seguido e mulher vítima do coronavírus é enterrada sem despedida de familiares
PANDEMIA
Estado alerta que Dourados deve ser cidade com mais casos de Covid-19 na próxima semana
MAIORIA JOVENS
Vítima fatal da Covid-19 faz parte da faixa etária com mais casos da doença em Dourados
POLÍCIA
Homem encontrado morto sob a ponte do Calarge tinha 38 anos